É preciso retirar o genocida Bolsonaro do poder!
Matheus Alves

É preciso retirar o genocida Bolsonaro do poder!

Compartilhamos resolução da Executiva Nacional do MES com toda a militância do PSOL.

Executiva Nacional do MES/PSOL 21 mar 2021, 20:04

Ecoa pelo país a prédica do jovem youtuber Felipe Neto: Bolsonaro é um genocida! Com esses dizeres, protestamos com faixas e cartazes nas principais cidades do país, na última sexta-feira, dia 19/03.

Bolsonaro é o principal responsável pelas 300 mil vidas a menos – sem contar as subnotificações – em nosso país. Transformou o Brasil no epicentro da pandemia, com um mórbido recorde de mortes diárias sendo superado a cada dia. São entes queridos, amigos, familiares, personagens desse verdadeiro genocídio, que se repete, com cenas dantescas em hospitais que faltam insumos, UTIs, oxigênio. Uma em cada quatro mortes de Covid-19 no mundo está no Brasil.

O desastre econômico não é menor. A economia sofre com a combinação da inflação – o preço da comida disparou- com uma alta de desemprego. Além disso, a gasolina está muito mais cara assim como o gás de cozinha. A fome voltou a ser um drama para milhões. Estamos numa situação de catástrofe sanitária.

O mergulho da crise econômica arrasa milhares de pequenos e médios empresários. A Volkswagen anunciou a paralisação de suas atividades no Brasil. Uma parte dos empresários já sinaliza a preocupação com os rumos gerais do país.

Não se pode esperar. Temos que tirar Bolsonaro agora. Com o agravamento da crise política, se abre uma nova janela para derrubar o governo. E lugar do presidente é sentado no Tribunal Penal Internacional, responsabilizado pelo genocídio brasileiro.

Vamos redobrar a agitação de rua: cartazes, outdors, faixas. Nossa bancada vai seguir vocalizando essa agitação- com a necessidade do Impeachment!

Derrotar Bolsonaro agora e também nas urnas

A hora da unidade contra Bolsonaro é agora. Fora o genocida. Se ele sobreviver politicamente até 2022, a tendência é de que os estragos para o país sejam enormes mas que, eleitoralmente, ele esteja ainda mais desgastado. É muito improvável a hipótese de não haver segundo turno, que provavelmente ocorreria com Lula. Por isso no primeiro turno o PSOL tem que ter candidatura própria. Quem será este candidato ou candidata deverá ser debatido no momento apropriado.

Se o segundo turno terá um caráter plebiscitário, nosso dever é construir uma alternativa política. Não há risco de não existir dois turnos, precisamos aproveitar a condição para afirmar uma política.

O PSOL deve apresentar uma pré-candidatura própria para defender junto ao público por que Bolsonaro precisa cair e que medidas são necessárias para tirar o país da crise (como o auxílio emergencial em níveis federal, estadual e municipal), além de qual governo necessitamos por uma saída de fundo, antiburocrática e anticapitalista. Um programa anticapitalista que taxe as grandes fortunas, audite a dívida externa, combata o capital rentista. E se oponha a conciliação de classes, que nos levou às derrotas do período anterior.

Vamos apresentar nosso programa e destacar seus eixos em todos os debates que pautem a unidade da esquerda e da centro esquerda. Nossa consciência das diferenças profundas não nos impedirá de estabelecer pactos para evitar agressões e, sobretudo, para enfrentar o bolsonarismo, além do compromisso de lutarmos juntos nas ruas e no segundo turno.

Vamos com toda força derrotar Bolsonaro agora e organizar a luta política interna para defender o PSOL e sua razão de existir.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.