Revista Movimento Movimento (100 anos da Revolução Russa) Movimento (100 anos da Revolução Russa): crítica, teoria e ação

O poder das corporações e a corrupção no capitalismo globalizado

Uma reflexão teórica a respeito das relações entre o Estado e o capital para analisar as relações corruptas entre as grandes corporações brasileiras, governos e Estados.

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral e Eike Batista - Reprodução
O ex-governador do Rio Sérgio Cabral e Eike Batista - Reprodução

Em “Os donos do poder” Raymundo Faoro demonstra como, desde o que se chamou “descobrimento” do Brasil, as elites sempre encontraram caminhos para manter as estruturas de poder intactas e fora do alcance do povo. Quem são, afinal, os verdadeiros donos do poder? O revezamento dos partidos no governo significa, de fato, uma mudança no controle do poder? Qual o papel da corrupção dentro do sistema?

O nexo indissolúvel entre o Estado e o capital

O poder econômico está acoplado ao Estado, fazendo dele um instrumento de garantia dos seus interesses. Isto é, o poder do capital está solidamente alicerçado no Estado, que enquanto aparelho de força garante, por meio da propriedade privada e das relações jurídicas, a existência do mercado que, por sua vez, assegura o processo de valorização do capital. Por isso, o Estado não é capitalista apenas porque está submetido à influência direta do capital, mas por razões estruturais, por ser parte integrante e direta das relações de produção capitalistas 1.

David Harvey pontua, inclusive, a existência de estruturas de governança que constituem um nexo indissolúvel entre Estado e finanças.

No coração do sistema de crédito está um conjunto de acordos que constitui o que chamo de ‘nexo Estado-finanças’. Isso descreve a confluência do poder estatal e das finanças que rejeita a tendência analítica de ver o Estado e o capital como claramente separáveis um do outro. Isso não significa que o Estado e o capital tenham constituído no passado ou agora uma identidade, mas que existem estruturas de governança (como o poder sobre a confecção da moeda real no passado e os bancos centrais e ministérios do Tesouro hoje) nas quais a gestão do Estado para a criação do capital e dos fluxos monetários torna-se parte integrante, e não separável, da circulação do capital2

Este artigo faz parte da 5ª edição da Revista Movimento. Quer ler o texto completo? Compre a edição impressa aqui!

Este artigo integra a 5ª edição da Revista Movimento, de abr/jun 2017. Confira todos os artigos dessa edição!

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Na quinta edição da Revista Movimento, trazemos ao público um especial sobre a crise brasileira. Nele, publicamos longa entrevista com o economista Plinio Sampaio Jr., que oferece instigante diagnóstico do fracasso da política econômica conduzida pelos governos do PT. Fecham a seção dois artigos sobre o poder das corporações no capitalismo global e a teia corrupta que estabelecem com Estados e governos. Um conjunto de artigos sobre a situação internacional aborda as dificuldades enfrentadas pelo governo Trump, a crise na Venezuela e o avanço das lutas no Peru.

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