Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Após uma grande vitória política no Conune, nossa tarefa é mobilizar até vencer os ataques de Weintraub e Bolsonaro

Realizado entre os dias 10 e 14 de julho, congresso foi um dos mais importantes da história da entidade.

Reprodução Facebook
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O congresso da UNE, que ocorreu entre 10 e 14 de julho, foi um dos mais importantes da história da entidade. Após 40 anos do congresso de reconstrução da UNE, em Salvador, foi na era Bolsonaro que aconteceu o congresso mais politizado da entidade, com participação massiva nas eleições em cada universidade e mais de 5500 delegados credenciados assim como mais de 10 mil estudantes participando dos debates, das mesas e da plenária final.

Com a força do tsunami em defesa da educação que os estudantes fizeram nas ruas em Maio, o movimento estudantil precisava de um espaço amplo que pudesse dar continuidade a agenda de lutas, e foi esse o objetivo que a oposição de esquerda buscou do início ao fim do congresso.

Diante de tantos ataques do governo Bolsonaro e de tantas derrotas para a juventude e classe trabalhadora, a exemplo da aprovação da reforma da previdência em primeiro turno, a educação foi quem conseguiu reagir e disputar nas ruas os rumos do país. Nesse cenário a oposição de esquerda cumpriu um papel histórico ao ser a expressão das mobilizações do dia 15 e 30 de maio, assim como uma alternativa de direção aos estudantes que consiga carregar a responsabilidade de ser a geração que não vai abrir mão de seus direitos. Nosso grande desafio foi para que o congresso pudesse expressar de forma qualitativa as mobilizações de rua fazendo, inclusive, o ato do dia 12 de julho como parte dessa agenda.

As candidaturas de oposição de Gabryel, Tarsila e Maria Carol para a presidência da UNE unificou os movimentos Correnteza, Juntos, UJC, Vamos à Luta, Enfrente e JCA, oferecendo ao congresso uma expressão pública de um movimento estudantil de construção de base mais radical e combativo. Com a entrada da Juventude Sem Medo pudemos formar a maior chapa da oposição unificada dos últimos 20 anos, contando também com os votos do Pajeú, Alicerce, Faísca e Rebeldia, obtendo assim 1228 votos. Nós do coletivo Juntos! somos gratos aos 230 delegados que votarem com a gente.

Após o fim do congresso essa vitória política traz agora consigo a grande responsabilidade de derrotar as ofensivas do governo. A apresentação do projeto FUTURE-SE logo após o Conune é a prova concreta de que o governo pretende exterminar por completo a educação pois foram os estudantes e professores as principais barreiras contra seu projeto de desmontes de direitos.

Essa ofensiva coloca o dia 13 de agosto na ordem do dia onde podemos iniciar uma grande ofensiva contra Weintraub e Bolsonaro. É importante que cada universidade e cada entidade estudantil possa ser uma trincheira de luta contra o projeto de destruição da educação. É fundamental que cada estudante possa se reconhecer com força e como parte daqueles que podem ganhar uma maioria social e derrotar os retrocessos que o governo impõe.

O movimento estudantil precisa apostar todas as suas forças nas ruas no dia 13 de agosto. É momento de ousarmos com democracia e participação efetiva dos estudantes para construir as maiores assembléias estudantis da história, mobilizar e convencer toda a sociedade da importância da educação e da necessidade de se somar nas ruas em defesa da educação, das universidades e contra qualquer direito retirado ou retrocesso imposto pelo governo Bolsonaro. Nossa tarefa agora é mobilizar até vencer!

Resultados gerais!

Votos Totais: 5715

Chapa 1 (AE + EPS) - 200–3,5%

Chapa 2 (MRT) - retirou

Chapa 3 (Alicerce) - retirou

Chapa 4 (PSB) - 234–4,9%

Chapa 5 (Oposição Unificada) - 1228–21,49%

Chapa 6 (FBP) - 4053 70,92%

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

A décima terceira edição da Revista Movimento dedica-se ao debate sobre os desafios da esquerda socialista no Brasil diante da crise nacional que se desenrola há anos e do governo Bolsonaro. Para tanto, foram convidados dirigentes do PSOL, do MES e de outras organizações revolucionárias que atuam no partido. O dossiê sobre a estratégia da esquerda e o PSOL reflete os desafios da organização de um polo socialista no interior do partido. Há também, na seção nacional, reflexões sobre a crise econômica brasileira, as revelações de The Intercept e as lutas da juventude e da negritude. As efemérides do centenário da escola Bauhaus e do cinquentenário do levante de Stonewall também aparecem no volume, além da tese das mulheres do MES para o Encontro de Mulheres do PSOL.

Ilustração da capa da Revista Movimento

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