Após uma grande vitória política no Conune, nossa tarefa é mobilizar até vencer os ataques de Weintraub e Bolsonaro
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Após uma grande vitória política no Conune, nossa tarefa é mobilizar até vencer os ataques de Weintraub e Bolsonaro

Realizado entre os dias 10 e 14 de julho, congresso foi um dos mais importantes da história da entidade.

Adriano Mendes e Ana Paula Santos 22 jul 2019, 19:05

O congresso da UNE, que ocorreu entre 10 e 14 de julho, foi um dos mais importantes da história da entidade. Após 40 anos do congresso de reconstrução da UNE, em Salvador, foi na era Bolsonaro que aconteceu o congresso mais politizado da entidade, com participação massiva nas eleições em cada universidade e mais de 5500 delegados credenciados assim como mais de 10 mil estudantes participando dos debates, das mesas e da plenária final.

Com a força do tsunami em defesa da educação que os estudantes fizeram nas ruas em Maio, o movimento estudantil precisava de um espaço amplo que pudesse dar continuidade a agenda de lutas, e foi esse o objetivo que a oposição de esquerda buscou do início ao fim do congresso.

Diante de tantos ataques do governo Bolsonaro e de tantas derrotas para a juventude e classe trabalhadora, a exemplo da aprovação da reforma da previdência em primeiro turno, a educação foi quem conseguiu reagir e disputar nas ruas os rumos do país. Nesse cenário a oposição de esquerda cumpriu um papel histórico ao ser a expressão das mobilizações do dia 15 e 30 de maio, assim como uma alternativa de direção aos estudantes que consiga carregar a responsabilidade de ser a geração que não vai abrir mão de seus direitos. Nosso grande desafio foi para que o congresso pudesse expressar de forma qualitativa as mobilizações de rua fazendo, inclusive, o ato do dia 12 de julho como parte dessa agenda.

As candidaturas de oposição de Gabryel, Tarsila e Maria Carol para a presidência da UNE unificou os movimentos Correnteza, Juntos, UJC, Vamos à Luta, Enfrente e JCA, oferecendo ao congresso uma expressão pública de um movimento estudantil de construção de base mais radical e combativo. Com a entrada da Juventude Sem Medo pudemos formar a maior chapa da oposição unificada dos últimos 20 anos, contando também com os votos do Pajeú, Alicerce, Faísca e Rebeldia, obtendo assim 1228 votos. Nós do coletivo Juntos! somos gratos aos 230 delegados que votarem com a gente.

Após o fim do congresso essa vitória política traz agora consigo a grande responsabilidade de derrotar as ofensivas do governo. A apresentação do projeto FUTURE-SE logo após o Conune é a prova concreta de que o governo pretende exterminar por completo a educação pois foram os estudantes e professores as principais barreiras contra seu projeto de desmontes de direitos.

Essa ofensiva coloca o dia 13 de agosto na ordem do dia onde podemos iniciar uma grande ofensiva contra Weintraub e Bolsonaro. É importante que cada universidade e cada entidade estudantil possa ser uma trincheira de luta contra o projeto de destruição da educação. É fundamental que cada estudante possa se reconhecer com força e como parte daqueles que podem ganhar uma maioria social e derrotar os retrocessos que o governo impõe.

O movimento estudantil precisa apostar todas as suas forças nas ruas no dia 13 de agosto. É momento de ousarmos com democracia e participação efetiva dos estudantes para construir as maiores assembléias estudantis da história, mobilizar e convencer toda a sociedade da importância da educação e da necessidade de se somar nas ruas em defesa da educação, das universidades e contra qualquer direito retirado ou retrocesso imposto pelo governo Bolsonaro. Nossa tarefa agora é mobilizar até vencer!

Resultados gerais!

Votos Totais: 5715

Chapa 1 (AE + EPS) - 200–3,5%

Chapa 2 (MRT) - retirou

Chapa 3 (Alicerce) - retirou

Chapa 4 (PSB) - 234–4,9%

Chapa 5 (Oposição Unificada) - 1228–21,49%

Chapa 6 (FBP) - 4053 70,92%


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.