Ministra descarta reajuste para servidores neste ano
Greve nas federais

Ministra descarta reajuste para servidores neste ano

Esther Dweck diz que aumento autorizado em 2023 teve “impacto grande” no orçamento, mas que governo estuda reajuste

Tatiana Py Dutra 12 abr 2024, 10:00

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em entrevista ao programa “Bom dia, ministra”, na EBC, na manhã desta quinta-feira (11), a titular da pasta da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou que não há reajuste previsto para servidores públicos em 2024. Isso porque, segundo a ministra, o aumento linear de 9% autorizado em 2023 está tendo um “impacto grande” no orçamento.

Esther acrescentou que o que resta do orçamento deve ser empregado para outras prioridades, como a recomposição de mínimos constitucionais para saúde e educação, além da recuperação dos investimentos e a retomada da política de aumentos reais para o salário mínimo.

Contudo, ante as paralisações na Educação e a possibilidade de uma greve geral, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda oferecer aos servidores um reajuste acima de 19% em quatro anos. A proposta deve ser debatida inicialmente com os servidores das universidade e, mais tarde, com as demais categorias. 

“A gente está discutindo internamente no governo um espaço orçamentário não só para a educação, mas para os demais servidores, para que a gente possa ter um valor acima desse”, disse, acrescentando que o arcabouço fiscal, regra para as contas públicas aprovada em 2023, estabelece limite máximo de aumento real de 2,5% a cada ano. 

Para 2024, o governo propôs aos servidores públicos federais um reajuste em alguns benefícios a partir de maio. O auxílio-alimentação subiria de R$ 658 para R$ 1 mil, o auxílio-saúde de R$ 144,38 para cerca de R$ 215, e o auxílio-creche, de R$ 321 para R$ 484,90. 

Os profissionais das universidades federais em greve já recusaram a oferta. E com cerca de 20 categorias já mobilizadas por reajustes, o governo federal vai ter de tirar proposta melhor da cartola.


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