É preciso partir para o ataque para nocautear Bolsonaro no 1º turno
Foto por Ricardo Stuckert

É preciso partir para o ataque para nocautear Bolsonaro no 1º turno

Pesquisa, debates e ruas indicam a necessidade de aprofundar a campanha contra o líder da extrema direita.

Leandro Fontes 30 ago 2022, 17:55

A pesquisa Ipec divulgada ontem (29/08) demostrou que a polarização segue cristalizada, Lula 44% x 32% de Bolsonaro. Paralelamente, Ciro e Tebet cresceram 1%. O que é natural, uma vez que a campanha eleitoral começou com todo seu aparato e ultrapassou 1/3 das voltas em jogo.

Todavia, essa pesquisa ainda não é capaz de medir os efeitos do debate da Band. Esse dado deve ficar para a pesquisa Datafolha da próxima quinta-feira (01/09). Mas, o que já pode entrar na balança são os efeitos do Auxílio Brasil bolsonarista e a repercussão positiva de Lula no JN.

De tal maneira, não creio que o debate em canais de baixa audiência nacional pode alterar sensivelmente o tabuleiro eleitoral nos próximos dias. Porém, está cristalino que o caminho utilizado por Lula na TV Bandeirantes conduzirá a eleição para um perigoso 2º turno.

Esse é o ponto fundamental que precisa entrar na mesa. Portanto, não é hora de gastar tempo e energia com ilusões programáticas de um futuro governo Lula/Alckmin. Este será um governo de colaboração de classes e ponto final. No entanto, para derrotar Bolsonaro, mesmo eleitoralmente, é preciso mais do que a mera comparação morna de governos. A orientação do “quem fez mais e roubou menos” leva a disputa para o terreno escolhido pelo bolsonarismo. Por isso, Lula e a campanha como um todo deve esquentar o tom, fazer da derrota do fascismo um plebiscito, denunciar que Bolsonaro é contra as mulheres, negros, os pobres, as esquerdas e é um genocida, corrupto e que possui uma estratégia golpista. Tudo isso combinado com um chamado aos movimentos sociais, partidos, sindicatos e centrais tomarem as ruas, como o dia 10 de setembro.

Essa orientação básica é suficiente para desencadear um movimento democrático de massas como as Diretas de 1984? Creio que não. Porém, coloca a campanha num patamar de combate e em melhores condições para conquistar votos decisivos de Ciro Gomes e de Bolsonaro no norte e no nordeste, para que a fatura seja decidida no 1º turno.


TV Movimento

Calor e Petróleo – Debate com Monica Seixas, Luiz Marques + convidadas

Debate sobre a emergência climática com a deputada estadual Monica Seixas ao lado do professor Luiz Marques e convidadas como Sâmia Bonfim, Luana Alves, Vivi Reis, Professor Josemar, Mariana Conti e Camila Valadão

Encruzilhadas da Esquerda: Lançamento da nova Revista Movimento em SP

Ao vivo do lançamento da nova Revista Movimento "Encruzilhadas da Esquerda: desafios e perspectivas" com Douglas Barros, professor e psicanalista, Pedro Serrano, sociólogo e da Executiva Nacional do MES-PSOL, e Camila Souza, socióloga e Editora da Revista Movimento

Balanço e perspectivas da esquerda após as eleições de 2024

A Fundação Lauro Campos e Marielle Franco debate o balanço e as perspectivas da esquerda após as eleições municipais, com a presidente da FLCMF, Luciana Genro, o professor de Filosofia da USP, Vladimir Safatle, e o professor de Relações Internacionais da UFABC, Gilberto Maringoni
Editorial
Israel Dutra | 02 abr 2025

O Breque dos Apps e a contexto político nacional

A mobilização dos entregadores, a luta contra a anistia aos golpistas e outros movimentos marcam o cenário nacional
O Breque dos Apps e a contexto político nacional
Edição Mensal
Capa da última edição da Revista Movimento
Revista Movimento nº 55-57
Nova edição da Revista Movimento debate as "Encruzilhadas da Esquerda: Desafios e Perspectivas"
Ler mais

Podcast Em Movimento

Colunistas

Ver todos

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Ver todos

Podcast Em Movimento

Capa da última edição da Revista Movimento
Nova edição da Revista Movimento debate as "Encruzilhadas da Esquerda: Desafios e Perspectivas"