Dia 20: todos às ruas de São Paulo para unir, lutar e vencer!
Vamos lutar contra o governador Tarcísio para arrancar conquistas e contagiar o conjunto do movimento social com a força do exemplo
Foto: Mobilização contra o governador Tarcísio de Freitas em São Paulo. (Apeoesp/Reprodução)
Estamos às vésperas de uma importante marcha que se unificará contra o governo repressor e antipovo de Tarciso Freitas. Dia 20 todos os caminhos levam à concentração do Largo da Batata, onde as diversas lutas se encontrarão.
Já aconteceram importantes “ensaios” nos últimos dias. Na quarta-feira, 13 de maio, 5 mil estudantes da USP tomaram a Paulista e desceram a Augusta numa linda manifestação, com muita energia e entusiasmo. Horas antes, marcharam 10 mil professores em greve da cidade de São Paulo, em luta contra os planos do também “direitoso” Ricardo Nunes.
Estamos em meio a uma greve histórica na USP, com uma dura negociação, onde após a brutal violência na desocupação da reitoria em pleno dia das mães, a solidariedade se multiplicou. O momento é decisivo e jogamos nossas fichas na mobilização.
Unir
Existe um importante clima de lutas no estado de São Paulo. Motivos não nos faltam. De um lado, a extrema direita entra em pânico com o escândalo do “Bolsomaster” que atinge em cheio Flávio Bolsonaro; de outro, Tarcisio precisa passar seu projeto: privatização da água e destruição do meio ambiente, ataque aos sindicatos, com a provocação antissindical na Live dos dirigentes do metrô, usar a força via PM contra estudantes, além de atacar onde pode os professores e outras categorias.
Portanto, uma das tarefas centrais é parar sua mão e seu projeto. Seu tripé é: desmonte, precarização e repressão. Desmonte para sucatear e vender o serviço público, precarizar os salários e bolsas de professores, servidores e estudantes e repressão para atacar o movimento e usar da violência quando seus argumentos já não convencem.
Diante disso, é preciso unir as lutas. As estaduais paulistas estão dando um exemplo. Como num efeito dominó, a vitória dos trabalhadores da USP contagiou os estudantes, veio a Unicamp com força nas três categorias em greve e a UNESP, com sua característica multicampi expandindo para todo interior do estado. Os metroviários tiveram campanha salarial e defesa dos seus direitos. Como já dito, os professores municipais torcem o braço contra Nunes, fiel aliado de Bolsonaro e Tarcisio.
O dia 20 pode ser um salto de qualidade na unificação das lutas, mostrando que se luta mais e melhor quando se unificam setores.
Lutar
É preciso derrotar o projeto de Tarcisio, que vem estagnado nas pesquisas e tendo que explicar suas relações com o Master, além da explosão da unidade da Sabesp que levou à vítimas fatais.
As lutas dão exemplo: a greve dos trabalhadores da USP levou a conquistas importantes; a pauta nacional pode derrubar a escala 6×1, a solidariedade contra a repressão aos estudantes rompeu o cerco da mídia e ganhou simpatia de setores de massas, o movimento feminista entra nas escolas e prepara lutas contra a misoginia e os “redpills”.
É hora da solidariedade. Estadualizar e coordenar as lutas, para que as greves possam ter conquistas efetivas, para que as novas gerações entrem na luta política a partir da mobilização como foram a primavera feminista e a ocupação das escolas para darmos bons e recentes exemplos.
Nas eleições estaremos com Lula como forma de evitar o retrocesso que seria a volta da extrema direita ao governo. E levaremos nosso programa com nossas candidaturas e lideranças. Porém, é apenas no terreno das lutas e das greves que vamos reverter a relação de forças, abrir caminho para conquistas e derrotar nossos inimigos.
Vencer
Junto a isso, destacamos a importância de arrancarmos conquistas. Uma vitória da USP seria histórica e teria um efeito nacional. Outras universidades pelo país já começam, de forma inicial, a retomar o debate dos métodos da luta que antes pareciam “escanteados” em ano eleitoral, a partir do exemplo. A USP vencer reabria uma janela de oportunidades.
Cresce o apoio da sociedade para um aumento digno nas bolsas e contra qualquer punição aos estudantes que lutam. A carta dos professores cobrando negociações efetivas ilustra essa reversão da opinião pública. A reitoria precisa ceder e negociar, sob pena de criar uma crise institucional.
Vamos lutar para arrancar conquistas e contagiar o conjunto do movimento social com a força do exemplo. Será importante para empurrar um plano de lutas que pare o Brasil durante a votação da 6×1 no Congresso e anime milhões a participarem das lutas, seja nas redes ou nas ruas.
Para isso nossa corrente está jogada, queremos chamar os ativistas a participarem no dia 20.
Os que estiveram conosco nas lutas da educação, do metrô agitando nas linhas a defesa das nossas reivindicações, as jovens que estarão com o Juntas e Juntos nas lutas contra os “redpills” nas escolas construindo atos e atividades dia 19 de maio, os que estão à frente das lutas nas três categorias das três universidades paulistas, os que estiveram com Maré Negra denunciando a falsa abolição no 13 de maio, os que realizaram uma plenária combativa de sindicatos a favor de uma paralisação nacional e plano de lutas no 1 de maio em SP.
Nossas parlamentares Samia Bomfim, Monica e as Pretas, Mariana Conti, Luana Alves, Bruna Biondi e Leandro Sartori estão se colocando na linha de frente das lutas. São parlamentares de combate. Porque sabemos que uma vitória política arrastará pelo exemplo. E porque nosso terreno prioritário de ação é o terreno das lutas.
Todos à grande marcha do dia 20!