A vida é bela. Que a classe trabalhadora se liberte da opressão e a desfrute plenamente
A luta pelo fim da escala 6×1 pode ser a porta de entrada da classe trabalhadora disputar uma nova correlação de forças na sociedade
Foto: Chamada do movimento Vida Além do Trabalho contra a escala 6×1. (VAT/Reprodução)
Resgato no título desse texto e atualizo a mensagem de Leon Trotsky em seu testamento escrito em 27 de fevereiro de 1940 (seis meses antes de ser assassinado a mando de Stalin) para chamar a atenção da atual crise trabalhista no Brasil. A realidade é concreta, e as condições da vida ainda mais. As pesquisas recentes são nítidas em demonstrar como as condições atuais de trabalho, a baixa remuneração, o retrocesso nos direitos, o aumento dos preços da vida e a falta de perspectiva em futuro não tão distante adoece exponencialmente os filhos da classe. Existe alguma saída para nós, a classe oprimida? Esse texto é um esforço para começar a compreender as dificuldades do tempo, mas principalmente é um chamado para a ação: se os problemas são imediatos, as tarefas são urgentes.
Em meio à atual crise multidimensional da sociedade capitalista, a classe trabalhadora tem sido diretamente impactada por crises trabalhistas, sociais, políticas e ambientais, agravadas pela ausência de perspectivas concretas de um futuro melhor. O avanço das políticas neoliberais em grande parte do mundo, especialmente a partir da década de 1990, consolidou profundas transformações nas relações de trabalho, na organização da sociedade e nas formas de sociabilidade da classe trabalhadora. A queda do Muro de Berlim, em 1989, e o fim da União Soviética, em 1991, marcaram não apenas uma reorganização geopolítica internacional, mas também a intensificação de um projeto econômico e político baseado na flexibilização das relações trabalhistas, na redução do papel do Estado e na ampliação da lógica de mercado sobre diferentes esferas da vida social.
No Brasil, esse processo aprofundou a precarização das condições de trabalho, ampliando o desemprego estrutural, a informalidade e a retirada de direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora. Reformas trabalhistas, terceirizações, contratos temporários e, mais recentemente, a expansão da pejotização e do trabalho por plataformas digitais passaram a compor um cenário marcado pela instabilidade, pela insegurança econômica e pela intensificação da exploração do trabalho.
Ao mesmo tempo em que o neoliberalismo reorganiza a economia e o mundo do trabalho, também produz impactos profundos na dimensão subjetiva e coletiva da vida social. A individualização das relações transforma problemas estruturais em responsabilidades individuais, fazendo com que questões relacionadas ao desemprego, ao adoecimento mental, à pobreza e à precarização sejam frequentemente percebidas como fracassos pessoais, e não como consequências de um modelo econômico excludente. Nesse contexto, enfraquecem-se espaços tradicionais de sociabilidade coletiva e organização popular, enquanto relações familiares, comunitárias e de solidariedade tornam-se cada vez mais fragilizadas pela lógica da competitividade e da sobrevivência individual.
A ideia de que cada indivíduo deve encontrar sozinho soluções para os próprios problemas fortalece uma cultura marcada pela meritocracia, pelo empreendedorismo e pela culpabilização do trabalhador diante de condições sociais que escapam ao seu controle. Entretanto, mesmo diante desse cenário de fragmentação social e das dificuldades enfrentadas pela esquerda, pelos partidos e pelas organizações populares em dialogar e mobilizar amplos setores da população, surgem formas de reorganização coletiva capazes de oferecer pertencimento, acolhimento e sentido comunitário, sobretudo nas periferias urbanas.
Por exemplo, é importante compreender o papel desempenhado por igrejas evangélicas em diversas comunidades populares, que, por meio de intenso trabalho de base, constroem redes de solidariedade, apoio material e identificação coletiva entre setores profundamente atingidos pela precarização da vida. Para além da dimensão religiosa, essas organizações frequentemente oferecem espaços de convivência, proteção social e elaboração de projetos coletivos de futuro, ocupando lacunas deixadas pelo Estado e pelo enfraquecimento de outras formas tradicionais de organização popular. Assim, compreender o avanço da precarização do trabalho e da individualização da vida exige analisar também as disputas políticas, ideológicas e comunitárias presentes na sociedade brasileira contemporânea, especialmente entre os setores mais vulnerabilizados da classe trabalhadora e da juventude.
Por outro lado, a classe está cada vez mais doente. O aumento das doenças relacionadas à saúde mental tornou-se uma das principais marcas da crise social contemporânea no Brasil e no mundo. Organizações internacionais e pesquisas nacionais apontam crescimento constante dos casos de ansiedade, depressão, síndrome do pânico e sofrimento psíquico, especialmente após a pandemia, em um cenário marcado pela precarização do trabalho, insegurança econômica, hiperconectividade digital e isolamento social. Entre os jovens, esse processo manifesta-se de maneira ainda mais intensa: cresce a sensação de esgotamento, medo do futuro e ausência de perspectivas concretas de estabilidade, emprego e realização pessoal.
No Brasil, a juventude enfrenta uma realidade atravessada pelo desemprego, pela informalidade, por estágios mal remunerados, pela violência e pela pressão permanente por desempenho na vida social, nas escolas, universidades e redes sociais, fatores que aprofundam o adoecimento emocional coletivo. Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE/IBGE), divulgados no início de 2026, revelam um quadro alarmante sobre a saúde mental da juventude brasileira. Segundo a pesquisa, três em cada dez estudantes entre 13 e 17 anos afirmaram sentir tristeza “sempre” ou “na maioria das vezes”, enquanto 42,9% disseram sentir-se irritados, nervosos ou mal-humorados constantemente. O dado mais grave aponta que 18,5% dos adolescentes pensam frequentemente que “a vida não vale a pena ser vivida”, evidenciando uma juventude marcada pelo sofrimento emocional e pela ausência de esperança no futuro.
As transformações das relações sociais também são impactadas pelo aumento do consumo de telas e pela naturalização das tecnologias como formas centrais de convivência. Esse processo contribui para o distanciamento das relações sociais mais profundas e duradouras. No contexto trabalhista, as redes sociais ocupam um espaço de interlocução das próprias relações de trabalho, servindo muitas vezes para aumentar o controle e autoridade dos patrões.
Quando relacionamos esse fenômeno ao conceito de mais-valia de Karl Marx, percebemos como as formas contemporâneas de exploração assumem novas configurações. Para Marx, a mais-valia decorre do trabalho excedente: o tempo de trabalho realizado além do necessário para reproduzir o valor da força de trabalho, apropriado pelo capitalista como lucro. Na contemporaneidade, contudo, essa lógica assume formas ainda mais intensas. Mesmo recebendo salários baixos, os trabalhadores permanecem constantemente convocados a produzir para além da jornada formal. Grupos corporativos de WhatsApp, contatos diretos de chefes e mensagens enviadas durante a noite ou aos finais de semana criam um ambiente de disponibilidade permanente. Essas práticas estendem o tempo de exploração para além dos limites tradicionais do expediente, diluindo as fronteiras entre vida pessoal e trabalho. Nesses termos, a jornada torna-se difusa e mais difícil de ser contestada politicamente, pois é frequentemente mascarada sob os discursos de “autonomia” e “flexibilidade”.
A midiatização também altera profundamente a relação com a privacidade. Redes sociais, como o Instagram, ao se tornarem parte constitutiva da vida cotidiana, ampliam a exposição pública das esferas íntimas. Na prática, esses espaços funcionam como um panóptico digital, retomando a metáfora de Michel Foucault: todos vigiam todos de maneira contínua, silenciosa e naturalizada. Colegas, professores, chefes e supervisores acompanham comportamentos, publicações e deslocamentos, produzindo autocensura e reforçando a sensação de vigilância permanente. A fronteira entre o privado e o público torna-se cada vez mais difusa, fazendo com que a vida pessoal passe a integrar o “perfil profissional” e os critérios de avaliação social.
Dessa forma, a sociedade contemporânea é atravessada por telas, plataformas e dinâmicas de conectividade permanente que reconfiguram formas de trabalho, relações sociais e experiências subjetivas. O cansaço generalizado diagnosticado por Byung-Chul Han dialoga com o conceito marxista de mais-valia, demonstrando que a exploração se sofisticou e ultrapassou os limites do espaço físico laboral. A midiatização, conforme apontam Hjarvard e Grohmann & Mauro, amplia o papel das mídias na vida cotidiana, produzindo efeitos que vão desde a precarização dos laços comunitários até a vigilância permanente nas redes sociais.
Retornando ao atual contexto trabalhista no país, apesar dos índices de desemprego serem os menores da história recente do país, a qualidade do emprego e remuneração de modo geral é muito baixo e preocupante para a maior parte do povo. Isso se expressa na dificuldade de pagar as contas, nos altos preços de aluguel e nos altos preços da alimentação. De modo geral, o brasileiro está trabalhando mais, recebendo menos, folgando menos, tendo menos poder de compra e mais infeliz.
A pejotização consolidou-se, nas últimas décadas, como uma das principais formas de reorganização das relações de trabalho no Brasil, marcada pela substituição do vínculo empregatício formal pela contratação de trabalhadores como pessoas jurídicas (PJs). Sob o discurso da modernização produtiva, da flexibilização trabalhista e do incentivo ao empreendedorismo, empresas passaram a transferir para os trabalhadores os custos e os riscos da atividade econômica, eliminando obrigações previstas na CLT , como férias remuneradas, décimo terceiro salário, FGTS, adicional de horas extras e proteção previdenciária.
Esse fenômeno intensificou-se após a Reforma Trabalhista de 2017, durante o governo Michel Temer, e ganhou novo impulso a partir de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que passaram a validar diferentes formas de contratação sem vínculo empregatício, especialmente nos setores de tecnologia, comunicação, saúde e serviços. Paralelamente, o Congresso Nacional ampliou o debate sobre flexibilização trabalhista, defendendo modelos contratuais considerados mais “modernos” e “competitivos”, consolidando um ambiente institucional favorável à expansão da pejotização.
Embora frequentemente apresentada como sinônimo de autonomia e maior remuneração, a realidade da maioria dos trabalhadores pejotizados está distante desse discurso. Estudos recentes do IBGE e de centros de pesquisa indicam que grande parte desses trabalhadores recebe entre um e dois salários mínimos, demonstrando que a pejotização não representa, necessariamente, ascensão econômica ou independência profissional. Trata-se, na prática, de uma forma de precarização das condições de trabalho, marcada pela ampliação da jornada, pela intensificação da exploração e pela ausência de proteção social. Sem limites claros de horário e sem mecanismos de proteção coletiva, o trabalhador pejotizado tende a permanecer permanentemente disponível ao empregador, acumulando funções sem a correspondente valorização salarial.
Além disso, a ausência de direitos trabalhistas reduz significativamente a capacidade de reprodução material da vida, dificultando o acesso à aposentadoria, ao descanso remunerado, à estabilidade financeira e ao planejamento de longo prazo. Nesse sentido, a pejotização integra a engrenagem da reestruturação neoliberal do trabalho, na qual a flexibilização das relações laborais opera em benefício da maximização dos lucros empresariais em detrimento das condições de vida da classe trabalhadora. Ao fragmentar vínculos coletivos, enfraquecer organizações sindicais e individualizar as relações de trabalho, esse modelo reduz o poder político dos trabalhadores e amplia sua vulnerabilidade econômica.
No que se refere à juventude, boa parte dos estudantes estão inseridos em estágios, cenário que evidencia a crescente precarização da juventude trabalhadora. Embora a Lei do Estágio apresente essa modalidade como uma atividade de formação educacional, na prática muitos estudantes exercem funções equivalentes às de trabalhadores efetivos, porém sem acesso a direitos básicos garantidos pela CLT. Jornadas excessivas, bolsas insuficientes, acúmulo de funções, assédio moral, ausência de proteção previdenciária e insegurança financeira fazem parte da rotina de milhares de estagiários, que frequentemente dependem desse trabalho para conseguir permanecer na universidade. Nesse contexto, cresce também a mobilização por uma nova Lei do Estágio, impulsionada pelo Coletivo Juntos! que defende o reconhecimento de que “estagiário também é trabalhador”. Entre as principais iniciativas está o Projeto de Lei 1714/2026, apresentado pela deputada federal Sâmia Bomfim, que propõe ampliar a proteção social dos estagiários por meio da garantia de direitos como FGTS e 13º salário.
Como outro fator agravante da crise, o capitalismo de plataforma representa uma nova fase do capitalismo contemporâneo, marcada pelo domínio das grandes empresas de tecnologia sobre o trabalho e os serviços. Nesse modelo, plataformas digitais de transporte e entrega utilizam algoritmos para controlar e organizar a força de trabalho, transferindo aos trabalhadores os custos e os riscos da atividade econômica. O discurso da “autonomia” e do “empreendedorismo” oculta uma realidade marcada pela intensificação da exploração: jornadas extensas, remuneração instável, ausência de proteção social e controle permanente por métricas digitais. Estudos acadêmicos, como os de Costa Amaral e Barreto Trindade (2025), apontam que o capitalismo de plataforma aprofunda a precarização e a superexploração do trabalho, especialmente em países do sul global como o Brasil.
No Brasil, essa realidade avança paralelamente ao crescimento da informalidade e da pejotização. Dados do IBGE mostram que o país possui milhões de trabalhadores atuando diretamente em plataformas digitais, número que cresceu significativamente entre 2022 e 2024. Ao mesmo tempo, mais de 40 milhões de brasileiros trabalham na informalidade, sem carteira assinada e sem acesso pleno aos direitos garantidos pela CLT. A expansão do capitalismo de plataforma acelera o enfraquecimento dos direitos trabalhistas históricos, reduz salários, amplia a insegurança econômica e aumenta o tempo de trabalho necessário para garantir renda mínima. Assim, o trabalhador torna-se permanentemente disponível, subordinado aos algoritmos e sem garantias de estabilidade, aposentadoria, férias ou proteção social.
Ao mesmo tempo em que as condições de vida da classe trabalhadora se deterioram, uma pequena elite econômica global concentra níveis cada vez maiores de riqueza e poder político. Enquanto milhões de trabalhadores convivem com jornadas extensas, insegurança financeira e baixos salários, os proprietários dessas plataformas acumulam fortunas bilionárias em ritmo acelerado. Nas últimas décadas, o crescimento patrimonial dos bilionários ligados às grandes empresas de tecnologia demonstrou como a exploração intensificada do trabalho e a financeirização da economia se tornaram elementos centrais da acumulação capitalista contemporânea.
Nesse contexto, figuras como Elon Musk e outros proprietários das chamadas Big Techs passaram a desempenhar papel relevante não apenas na economia mundial, mas também nas disputas políticas e ideológicas internacionais. Parte dessa elite econômica tem apoiado projetos políticos vinculados à extrema direita, como o movimento liderado por Donald Trump nos Estados Unidos, marcado pela defesa da desregulamentação econômica, da redução de direitos sociais e do enfraquecimento das organizações sindicais. Esse alinhamento entre grandes grupos econômicos e setores da extrema direita favorecem a ampliação da dita liberdade de mercado e a diminuição dos mecanismos de proteção trabalhista, possibilitando maior exploração da força de trabalho e aumento das margens de lucro empresariais.
No Brasil, esse processo também se manifesta no apoio de setores empresariais e financeiros a reformas trabalhistas, terceirizações irrestritas e medidas de flexibilização das relações de trabalho implementadas nos últimos anos. Assim, o avanço da extrema direita contemporânea não pode ser compreendido apenas como um fenômeno cultural ou eleitoral, mas também como parte de um projeto econômico apoiado por frações da elite global interessadas na retirada de direitos sociais e na consolidação de um modelo de sociedade marcado pela desigualdade, pela precarização e pela concentração extrema de riqueza.
A LUTA PELO FIM DA ESCALA 6X1 COMO PORTA DE ENTRADA DE UMA NOVA CORRELAÇÃO DE FORÇAS PARA A CLASSE TRABALHADORA
Diante do avanço da pejotização, da precarização das relações de trabalho e da intensificação da exploração sobre a classe trabalhadora, o cenário é difícil: marcado pela insegurança social, pelo adoecimento físico e mental e pela ausência de perspectivas concretas de estabilidade e ascensão social.
Nesse contexto, a neoliberalização da vida,a ideologia da solução individual, baseada no empreendedorismo, na meritocracia e na responsabilização individual pelo sucesso ou fracasso, demonstra seus limites concretos. A deterioração das condições de vida da classe trabalhadora não pode ser enfrentada individualmente, pois suas causas são estruturais e derivam das próprias transformações do capitalismo contemporâneo. Assim, a superação desse cenário depende da reconstrução de formas coletivas de organização, mobilização e luta política capazes de enfrentar os interesses econômicos que sustentam a precarização do trabalho no Brasil.
É nesse contexto que a luta pelo fim da escala 6×1 emerge como uma das principais pautas trabalhistas do período recente, expressando um profundo descontentamento social com as condições atuais de trabalho. Mais do que uma reivindicação restrita à redução da jornada, a crítica à escala 6×1 sintetiza a recusa de milhões de trabalhadores a uma lógica de exploração que subordina integralmente a vida ao trabalho, retirando tempo de descanso, convivência familiar, estudo e participação social. A força adquirida por essa pauta revela uma mudança importante no debate público brasileiro: pela primeira vez em muitos anos, uma reivindicação diretamente ligada aos direitos da classe trabalhadora ultrapassa os limites sindicais tradicionais e alcança ampla repercussão social, especialmente entre os mais jovens. Nesse sentido, a luta contra a escala 6×1 pode se transformar em uma porta de entrada para debates mais amplos sobre dignidade no trabalho, redução da jornada sem redução salarial, saúde mental, valorização do tempo livre e reconstrução de direitos trabalhistas desmontados nas últimas décadas.
Dessa forma, a centralidade adquirida pela luta contra a escala 6×1 aponta para a possibilidade de alteração da correlação de forças na sociedade brasileira em favor da classe trabalhadora. Em um período marcado pela fragmentação do trabalho e pelo enfraquecimento das organizações coletivas, a emergência de uma pauta trabalhista com capacidade de mobilização nacional demonstra que continuam existindo condições concretas para a reorganização política e social dos trabalhadores.
Porém, apostar que apenas a institucionalidade, o Congresso e o Governo, a partir do aparato burguês dite como e qual conteúdo será aprovado o fim da escala é um erro grave: esse é o momento em que as massas populares devem decidir. A partir disso, o protagonismo da classe deverá recolocar no centro do debate a necessidade de enfrentar a lógica da precarização e de construir alternativas coletivas para além das respostas individualizadas oferecidas pelo mercado. Por fim, a luta pelo fim da escala 6×1 não representa apenas uma demanda econômica imediata, mas também a possibilidade de reconstrução de um horizonte coletivo de direitos, dignidade e transformação social para a classe e a juventude trabalhadora no Brasil.