Nahuel Moreno, o tempo que caminha com os que lutam
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Nahuel Moreno, o tempo que caminha com os que lutam

Uma homenagem ao histórico dirigente trotskista argentino

Júlio Miragaia 26 jan 2026, 19:07

Por Júlio Miragaia

Há 39 anos, morria em Buenos Aires Nahuel Moreno, dirigente trotskista argentino que atravessou boa parte do século XX organizando partidos, formando militantes e polemizando com seu próprio tempo. Sua ausência nunca foi silêncio: ficou nas correntes que ajudou a fundar, nos debates que abriu e nas perguntas que seguem sem resposta fácil.

Nascido Hugo Miguel Bressano Capacete, em 1924, Moreno ingressou muito jovem na militância socialista. Ainda nos anos 1940, aproximou-se do trotskismo e passou a atuar junto ao movimento operário argentino, fazendo da organização política uma tarefa permanente, marcada por estudo rigoroso e intervenção prática.

Ao longo de décadas, foi protagonista de rupturas, exílios e reconstruções. Fundou e dirigiu organizações como o Partido Socialista dos Trabalhadores e participou da construção de correntes internacionais, sempre defendendo a centralidade da classe trabalhadora, a democracia interna e a independência política frente aos regimes e burocracias.

Em um mundo hoje atravessado por guerras, colapsos ambientais e democracias em erosão, as elaborações de Moreno voltam a interpelar o presente. Seu trotskismo, forjado na experiência latino-americana, recusava atalhos fáceis e ensinava que não há teoria revolucionária viva sem enraizamento nas lutas reais, nas contradições concretas e nas massas em movimento.

Passados 39 anos, a linha trotskista de Nahuel Moreno permanece como fio tenso da história. Não o caminho mais curto nem o mais confortável, mas aquele que insiste em ligar programa e vida real, crítica e organização. Uma linha traçada contra o tempo que só existe enquanto caminha com os que lutam.


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