A luta antifascista continua: a periferia não vai recuar. É Lula 13 no 2º turno!
Vamos à luta para derrotar o bolsonarismo e reeleger Lula no dia 25 de outubro!
Foto: Estudantes protestam contra cortes em universidades de SP. (Guilherme Jeronymo/Agência Brasil)
As eleições de 2026 estão se apresentando como um marco de crescimento da extrema direita no Brasil. O Partido Liberal (PL) fincou suas figuras caricatas e agitadoras do fascismo como maioria na Câmara dos Deputados Federais e dos Senadores, estabelecendo um cenário preocupante da política brasileira quanto aos direitos até aqui conquistados pelos trabalhadores e pelos povos oprimidos do país. O primeiro turno terminou com Flávio, candidato do bolsonarismo, com 47,04% dos votos válidos e Lula com 45,15%.
A diferença é de 1,89 ponto porcentual, e a derrota não deve ser minimizada. Flávio já a interpretou como o fim da era do progressismo, mas o primeiro turno não é sentença: mais de 33 milhões de brasileiros se ausentaram das urnas, e é nesse contingente que se decidirá a eleição de 25 de outubro. Restam duas semanas para chegar até ele.
A indignação tem ocupado as redes sociais desde o domingo, dia 04, acompanhada da pressa de tomar as ruas para garantir a vitória do campo democrático em uma das eleições mais importantes desde a redemocratização do Brasil. A verdade é que nossa geração carrega a tarefa árdua de colocar a extrema direita na lata do lixo da história para que os anos de chumbo não se repitam e nossas terras não sejam entregues ao imperialismo.
E os ventos internacionais sopram à tomada das ruas pelas bravas lutas protagonizadas pela juventude que tem coragem e urgência de futuro. Na Espanha, um acampamento com mais de mil tendas ocupa a Puerta del Sol (Madri), desde 3 de outubro, contra a crise da moradia, e já conseguiu arrancar respostas do governo. O Sindicato de Inquilinas anuncia greve geral, e os atos cresceram depois que o Parlamento rejeitou duas medidas do governo sobre habitação.
Na França, os jovens denunciam salas superlotadas, falta de professores, prédios deteriorados e enfrentam forte repressão policial nos protestos estudantis que já atingiram 564 escolas. No Chile as ruas de Santiago e outras cidades são ocupadas contra os cortes na educação previstos para 2027. Aluguel impagável e escola sucateada são problemas conhecidos das periferias brasileiras, da juventude e da classe trabalhadora pelo mundo que se recusa a pagar a conta de uma crise que não é nossa, mas sim dos bilionários.
Na América Latina, a disputa é pela soberania que vem sendo ameaçada pelo avanço do imperialismo de Donald Trump. A eleição presidencial no Brasil entra na sua rota de intervenção no momento em que Flávio Bolsonaro é a expressão mais forte do entreguismo à ordem Norte-Americana. Desde janeiro, os ataques militares dos EUA à Venezuela e a captura de Maduro provocaram protestos em Caracas, Brasília, Madri, Paris e outras capitais. Em fevereiro, Washington passou a bloquear petroleiros com destino a Cuba, agravando a crise energética da ilha. No dia 3, uma jornada internacional em defesa da soberania latino-americana levou atos até Sydney.
A Doutrina Donroe, como o próprio Trump a batizou, voltou sem disfarces, e o Brasil está na sua mira: uma declaração enviada pelos EUA, com apoio de 14 países com o intuito de intervir em nosso território, classificou PCC e CV como “narcoterroristas” e previsões de avaliações internacionais. Na ONU, Lula respondeu defendendo a soberania e eleições livres de intervenção estrangeira. A extrema direita internacional tem um lado nesta eleição, o de Flávio, e o dia 25 também decide o lugar que nosso país ocupará nesse tabuleiro.
A defesa de Lula no segundo turno não pressupõe ilusões de nossa parte, sabemos que mesmo com sua vitória não será fácil. O governo está longe de escutar as reivindicações explicitadas nas urnas: sair do institucionalismo pragmático e voltar às ruas; atuar para a diminuição do custo de vida, preço dos alimentos e manter o diálogo com a periferia. A pressão por medidas concretas deve continuar, a luta pelo fim da escala 6×1 ilustra isso: a PEC começou a ser discutida no Senado, mas vai enfrentar uma manifestação de forças ainda mais conservadoras depois das eleições. Se o clã Bolsonaro voltar, essa pauta e muitas outras serão enterradas, e quem mais sofre somos nós, a classe trabalhadora.
A palavra de ordem é a luta antifascista e cada cursinho popular da Rede Emancipa deve ser uma trincheira dessa luta, pois nossa tarefa diária rumo ao 2º turno é conversar com todo mundo em todos os lugares, nos terminais, nas escolas, nas igrejas, nas feiras e nos grupos de bairro, com quem votou em outro candidato, quem está em dúvida e quem não foi votar. A periferia sabe que nenhum direito nos foi dado de graça, cada um veio de um processo de organização e de gente que voltou à rua depois de perder. Uma derrota eleitoral não encerra a história, e a esquerda do mundo segue se reorganizando nas praças, nas escolas e nos bairros. Aqui não será diferente.
Vamos à luta para derrotar o bolsonarismo e reeleger Lula no dia 25 de outubro!