O regime assassino de Trump, dentro e fora dos EUA
CHOTINER-ICE-GettyImages-2255536542

O regime assassino de Trump, dentro e fora dos EUA

Precisamos de um amplo movimento para acabar com a violência policial, a guerra e o militarismo impulsionado pelo governo dos Estados Unidos

Dan La Botz 13 maio 2026, 14:56

Foto: Repressão da agência de imigração estadounidense contra imigrantes. (Victor Blue/GI)

Via International Viewpoint

Durante seu segundo mandato como presidente, cheio de confiança e fanfarronice, Donald Trump passou a governar por meio da morte, do assassinato, tanto no exterior quanto dentro do próprio país. A brutalidade e a insensibilidade de Trump, a maneira como fala da violência contra imigrantes e iranianos com tamanha falta de empatia e humanidade, tornaram-se a característica definidora do regime.

Trump falou em eliminar a civilização iraniana, fala sobre “países de merda” e chama os imigrantes somalis de “lixo”. Nunca há um pensamento para a criança morta, a família deslocada, o bairro destruído. E Trump está longe de ser o presidente mais assassino da história dos Estados Unidos.

A guerra contra o narcoterrorismo

Em violação ao direito internacional e às leis dos EUA, Trump e seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, realizaram até agora 58 ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico oriental, matando 193 pessoas. Alegam estar travando uma guerra contra os “narcoterroristas”, embora nenhuma prova tenha sido apresentada e nenhum julgamento realizado, apenas “execuções extrajudiciais”, isto é, assassinatos. Algumas pessoas, assim como organizações dos EUA, estrangeiras e internacionais, moveram ações judiciais contra o governo pelo assassinato de familiares e por “crimes contra a humanidade”, mas até agora sem resultados.

O ataque de Trump à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, também acusado de “narcoterrorismo”, saudada por Trump como uma “operação perfeita” e “espetacular”, custou a vida de cerca de 80 a 100 integrantes das forças de segurança venezuelanas e cubanas, além de civis.

As guerras no Oriente Médio

O governo Trump não esteve diretamente envolvido na guerra de Israel em Gaza, provocada pelo ataque do Hamas a Israel, incluindo o assassinato de civis. Israel então conduziu uma guerra genocida em Gaza, mas os Estados Unidos forneceram US$ 1,7 bilhão em ajuda militar, além de apoio político, tornando-se cúmplices das atrocidades ali cometidas. Até 3 de maio de 2026, pelo menos 73.770 pessoas haviam sido registradas como mortas em Gaza, a maioria civis e muitas delas crianças. Assim, o sangue delas também está nas mãos de Trump.

A guerra EUA-Israel contra o Irã, ao custo de US$ 25 bilhões, teria matado mais de 3 mil pessoas, homens, mulheres e crianças, a maioria delas “danos colaterais” de ataques contra alvos militares. O estrangulamento da economia iraniana afetará o sistema de saúde e levará a outras mortes por falta de atendimento médico.

Ao mesmo tempo, Israel, com dinheiro e armas dos EUA, lançou uma nova guerra contra o Líbano em 2 de março e, até 9 de maio, já havia matado 2.795 pessoas, ferido mais de 8.300 e deslocado 1,3 milhão de pessoas — ou 20% da população libanesa — que agora buscam moradia e alimento.

A guerra contra os imigrantes

A guerra também continua em casa. O Congresso controlado pelos republicanos acrescentou US$ 75 bilhões ao orçamento já existente de US$ 10 bilhões do Immigration and Customs Enforcement (ICE) para financiar suas operações e construir novos centros de detenção para manter presos os detidos. Durante suas operações em 2026, o ICE matou oito pessoas, algumas imigrantes e outras cidadãs dos EUA.

Cerca de 48 pessoas detidas em instalações do ICE morreram durante o segundo mandato de Trump. A maioria morreu por não receber atendimento médico adequado e em tempo hábil; nove cometeram suicídio, uma foi assassinada, e as demais morreram por outras causas. O ICE, que administra as instalações e deveria fornecer cuidados médicos e um ambiente seguro, é responsável por todas essas mortes.

E Trump não foi o pior

A guerra da Coreia, sob Harry Truman e Dwight Eisenhower, tirou de três a cinco milhões de vidas. John F. Kennedy, Lyndon Johnson e Richard Nixon tiraram dois milhões de vidas na Guerra do Vietnã. As guerras de George W. Bush no Iraque e no Afeganistão custaram dois milhões de vidas. E a polícia e a patrulha de fronteira tiraram milhares de vidas. Por exemplo, os Texas Rangers mataram cerca de 1.500 mexicanos entre 1910 e 1920.

É por isso que precisamos de um movimento para acabar com a violência policial, a guerra e o militarismo.


TV Movimento

Lançamento do Manifesto por uma Revolução Ecossocialista na Conferência Antifascista

Atividade de Lançamento do Manifesto por uma Revolução Ecossocialista, organizada pela IV Internacional durante a 1ª Conferência Internacional Antifascista, ocorrida em Porto Alegre entre os dias 26 e 29 de março de 2026

Pré-Conferência Antifascista em SP reforça unidade de luta contra o fascismo

Atividade preparatória em São Paulo para a I Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, que acontecerá entre os dias 26 e 29 de março de 2026, em Porto Alegre

Encontro Nacional do MES-PSOL

Ato de Abertura do Encontro Nacional do MES-PSOL, realizado no último dia 19/09 em São Paulo
Editorial
Israel Dutra | 10 maio 2026

Duas táticas para enfrentar a extrema direita

É preciso apoiar-se nos setores mais dinâmicos, nas bandeiras programáticas, nas lutas em curso e na força das mulheres para conquistar maioria social, buscando uma inflexão na relação de forças e ampliando o espaço para esquerda que luta
Duas táticas para enfrentar a extrema direita
Publicações
Capa da última edição da Revista Movimento
A ascensão da extrema direita e o freio de emergência
Conheça o novo livro de Roberto Robaina!
Ler mais

Podcast Em Movimento

Colunistas

Ver todos

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Ver todos

Podcast Em Movimento

Capa da última edição da Revista Movimento
Conheça o novo livro de Roberto Robaina!

Autores