Professora Ângela na ALEP: a força da educação que enfrenta o poder
Chegou a hora da primeira deputada do PSOL na ALEP e Professora Ângela representa esta esperança
Da linha de frente contra a repressão à luta por direitos na Assembleia — uma candidatura que nasce da educação e enfrenta o estado que retira direitos
A professora Ângela, do PSOL, é a nossa candidata à ALEP — uma candidatura que nasce da luta e aponta para a transformação do Paraná.
Em 2024, foi eleita vereadora pela capital paranaense com mais de 6.200 votos, quebrando o recorde nominal de votação do PSOL-PR. Nunca ninguém alcançou essa marca no parlamento municipal.
Angela é professora da rede estadual, da base do maior sindicato do Paraná, a APP.
No dia 29 de abril de 2015, quando o então governador Beto Richa autorizou o massacre do Centro Cívico, jogando mais de 600 bombas na cabeça dos que lutavam por melhores condições de trabalho e remuneração, a professora Angela estava lá, ao lado da sua categoria, e protagonizou uma das cenas mais icônicas daquela luta, quando se ajoelhou para pedir que a PM de Beto Richa parasse aquela barbárie.
A categoria, uma das mais ativas do estado, vem protagonizando uma forte luta na última década. É a única categoria no estado capaz de lotar um estádio, como em 2015, 2017 e 2019, quando assembleias da categoria lotaram a Vila Capanema, estádio do Paraná Clube, na capital do estado.
A vontade de lutar e vencer da categoria se choca com a burocracia pelega da APP, que insiste em privilegiar negociações com os governos neoliberais de plantão, negociações que vêm asfixiando a categoria com metas e mais metas de trabalho, adoecimento, mortes, enfim, uma barbárie.
O governo de plantão, Ratinho, postou semanas atrás, quando ainda sonhava com a viagem de ser presidente, que o estado do Paraná estava com mais de 10 bilhões em caixa, sendo um dos estados com melhor situação financeira do Brasil.
Um governador que privilegia pontes e obras faraônicas, algumas questionáveis, como a engorda da orla de Matinhos, é o mesmo governo que prefere o ataque e a opressão, com as centenas de escolas cívico-militares que se espalham pelo estado, deixando um rastro de abusos, erros e até casos de estupros de vulneráveis.
Professora Ângela na ALEP
O PSOL Paraná tem uma boa nova. A possibilidade da professora Angela ser nossa deputada nos enche de alegria.
É o Paraná indígena, das mulheres guerreiras — sem-teto, sem-terra, professoras —, dos negros e negras, da comunidade LGBTQIA+ com voz e vez.
Com a professora Angela na ALEP, é o Paraná branco, machista e racista em xeque.
Essa tarefa é de todo o PSOL Paraná, pois temos que ter uma chapa a mais ampla e robusta possível, com a máxima representatividade possível.
A professora Angela vem demonstrando, como vereadora, ser capaz de enfrentar esse estado opressor que tritura direitos e multiplica privilégios. Logo no primeiro ano de mandato na Câmara de Curitiba, sofreu uma tentativa de cassação do mandato. A extrema direita veio com tudo para retirar da Câmara a única voz destoante dos acordos palacianos, que, em frente às câmeras, quando caçam likes, adoram ser paladinos da ética, mas, na vida real, são mais do mesmo: cargos, privilégios, corrupção, apadrinhamentos, enfim, hipócritas, machistas e brancos.
Conclamo toda a militância do PSOL Paraná a se jogar nessa tarefa. Nunca tivemos uma chance tão boa como essa. Chegou a hora de termos nossa primeira cadeira na ALEP, e que ótimo que a chance é com a professora Angela. Afinal, ela é símbolo da resistência, luta e coerência que nosso partido constrói há décadas.
Avante PSOL-PR!!!
Professora Angela é nossa bandeira!!!
Ponta Grossa, 18 de abril de 2026.