Revista Movimento Movimento (100 anos da Revolução Russa) Movimento (100 anos da Revolução Russa): crítica, teoria e ação

Nasce a Universidade Emancipa

A iniciativa da Rede Emancipa tem o intuito de criar uma Universidade Popular, construindo pontes entre o debate acadêmico e as periferias.

Maria Estela Silva Andrade / Rede Emancipa
Maria Estela Silva Andrade / Rede Emancipa

No último dia 15 de julho foi lançada a Universidade Emancipa. Reunindo mais de 200 pessoas, o evento que aconteceu na Escola Estadual Profº Carlos Ayres, no bairro periférico do Grajaú, sede do Cursinho Popular Vladimir Herzog contou com a participação de estudantes, professores/as e coordenadores/as de diversos Cursinhos Populares de São Paulo, além de professores/as universitários/as, das redes estadual e municipal de educação e da comunidade da zona sul.

Após um momento inicial de homenagem aos 10 anos que a Rede Emancipa de Educação Popular completa em 2017, o círculo de debate sobre “Educação e Política” se iniciou com estudantes, acadêmicos/as, professores/as do movimento social. Alternando falas sobre educação popular, o acesso ao conhecimento e as diversas lutas presentes no Brasil de hoje.

Neste debate rico e diverso estiveram presentes as/os professoras/es Lisete Arelaro (ex-diretora da Faculdade de Educação da USP), Mariana Fix (urbanista do instituto de economia da Unicamp), Alvaro Bianchi (diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp), Daniela Mussi (editora da revista Outubro e do blog Junho), Ruy Braga (chefe do departamento de Sociologia da USP), Ciro Teixeira (Instituto de Geociências da USP, ex-presidente da Associação dos Docentes da USP e do ANDES-Sindicato Nacional), Alexandre Benoit (arquiteto e urbanista da Escola da Cidade), Marcela Rufato (cientista social e educadora da Unifal e coordenadora do Emancipa), Nayara Côrtes (nutricionista da UnB e coordenadora do Emancipa), Gilberto Franca (geógrafo da Ufscar) e Bruno Daniel (PUC e Fundação Santo André).

Também estiveram presentes representantes de diversos movimentos sociais, como do Fórum de Educação do Grajaú, Cursinho do Capão, Luciene Cavalcanti (supervisora da rede municipal de ensino), Ella Mahony (editora da revista Jacobin), representantes dos Diretórios Centrais de Estudantes da USP e da Unicamp, do Sindicato dos Trabalhadores da USP e do Sindicato dos Metroviários, além do deputado estadual Carlos Giannazi e representantes do mandato da vereadora Sâmia Bomfim.

A Universidade Emancipa é uma iniciativa da Rede Emancipa que tem o intuito de criar uma Universidade Popular, construindo pontes entre o debate acadêmico e as periferias – um espaço que utilize os conhecimentos acadêmicos, profissionais e culturais como instrumento de melhoria e transformação da vida cotidiana do povo. A proposta é que a Universidade Emancipa já comece suas atividades em sede própria no ano de 2018. Até lá serão realizadas aulas, seminários e debates amplos no sentido tanto de contribuir para a mobilização em torno do Projeto, quanto para a formulação de uma concepção de cursos universitários que partam das reais necessidades do povo que mais precisa deles.

Engajada na proposta, a professora Lisete Arelaro vincula a iniciativa da Rede Emancipa às atuais necessidades de transformação social do país. “Sou solidária e obviamente militante do Emancipa e da Universidade Popular para que a gente possa de fato pensar em uma coisa que eles querem que desapareça: o direito que nós temos à nossa nação. Nós temos condições, temos o dever e energia, para termos um país menos injusto. Vamos à universidade popular e parabéns ao Emancipa!”

Foto: Maria Estela Silva Andrade / Rede Emancipa

Segundo Maurício Costa, coordenador da Rede: “Construir a Universidade Emancipa é, ao mesmo tempo, nos apropriar desse poder, a periferia disputar esse conhecimento de dentro da universidade, e também ter política para os especialistas, para os professores, para os intelectuais, para criar um canal com essa intelectualidade na luta pelo poder popular”. No mesmo sentido, Alvaro Bianchi afirma que “a ideia da Universidade Emancipa é justamente esta: estabelecer uma ponte entre aqueles intelectuais nesse sentido mais abrangente de organizadores e ativistas políticos e culturais com o processo pedagógico e formativo de um grande público nas periferias. E acho que nós estamos hoje dando um primeiro passo nesse sentido e espero que seja exatamente isso, um primeiro passo de muitos que devemos dar daqui pra frente”.

Até o fim do ano, a Universidade Emancipa realizará diversas iniciativas, com espaços de formação e debate espalhados por todas as regiões da cidade. Todos os espaços serão abertos e gratuitos, confira o calendário e participe!

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Na quinta edição da Revista Movimento, trazemos ao público um especial sobre a crise brasileira. Nele, publicamos longa entrevista com o economista Plinio Sampaio Jr., que oferece instigante diagnóstico do fracasso da política econômica conduzida pelos governos do PT. Fecham a seção dois artigos sobre o poder das corporações no capitalismo global e a teia corrupta que estabelecem com Estados e governos. Um conjunto de artigos sobre a situação internacional aborda as dificuldades enfrentadas pelo governo Trump, a crise na Venezuela e o avanço das lutas no Peru.

Abaporu

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