ARQUIVO: Resposta do Juntos ao pronunciamento de Dilma

ARQUIVO: Resposta do Juntos ao pronunciamento de Dilma

Em Junho de 2013, a então presidente Dilma Rousseff dava pronunciamento em rádio e TV tentando responder as manifestações que paravam o país.

Juntos! 21 jun 2018, 14:01

O pronunciamento da Presidente Dilma, em cadeia nacional de rádio de TV, é mais uma expressão categórica que o povo brasileiro, mobilizado em todo país, marcou a história. Ontem, 20 de junho, mais de 1,5 milhão de brasileiros ocuparam as ruas de centenas de cidades brasileiras. O que se viu não foi nenhum sinal de diálogo, ao contrário, um discurso evasivo. O povo na rua não aceita este tipo de postura. O debate da Copa é outro. Sobre o dinheiro público gasto não foi nada esclarecido!

Lamentamos que Dilma, com passado político importante, corrobore o discurso da grande mídia e mostre sua mão de ferro da repressão. Não é através da Polícia Federal, da ABIN e das Tropas de Choque que vão dar vazão as justas e necessárias demandas do povo nas ruas. Segue a perseguição contra a juventude, especialmente nas periferias revoltas das grandes cidades. A gari trabalhadora que morreu em Belém, pelo efeito do gás lacrimogêneo, é um exemplo da violência policial contra o povo.

Quando fala em violência, Dilma não respondeu porque um jovem da periferia do Rio tem 21 vezes mais chances de ser preso que um jovem de classe média de qualquer cidade do Brasil. Também não disse porque temos estádios luxuosos, de padrão Europeu e uma saúde em condições vergonhosas. Também não se pronunciou porque os torturadores e assassinos da ditadura militar estão impunes, ganhando altos salários dos cofres públicos.

Os aliados de Dilma são os políticos tradicionais, de partidos marcados pela corrupção e pelo descaso com a voz das ruas. As promessas de mudança, neste quadro, parecem falsas.

Isso tudo demonstra que a força da ruas é a que vai garantir a conquista das nossas reivindicações. Seguiremos nas ruas pelo Passe Livre nacional, motivados pela vitória nacional na revogação do aumento. Exigimos o imediato investimento de todos os recursos empregados para a Copa do Mundo em hospitais, escolas e transporte público; lutaremos por democracia real, através da desmilitarização da polícia, desmonte dos órgãos repressivos, extinção da PEC37 e mecanismos de combate à corrupção. Um deputado deve ganhar o mesmo que um professor.

E, por fim, avisamos: vamos às ruas para imediatamente destituir o homofóbico-machista-racista Marco Feliciano da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. Vamos derrubá-lo.

Seguimos nas ruas! O futuro é nosso!

Brasília, 21 de junho de 2013

Texto originalmente publicado em juntos.org.br.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.