Professores de San Francisco encerram greve histórica e conquistam vitórias
A greve dos professores de São Francisco mostra a disposição para a luta presente nos Estados Unidos
Estados Unidos Hoje da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco
A cidade de São Francisco, na Califórnia, foi cenário de uma forte greve de professores entre os dias 9 e 12 de fevereiro. A paralisação atingiu cerca de 120 escolas, 50 mil estudantes e levou 6 mil educadores às ruas em protesto. Foi a maior greve desse tipo na cidade em 50 anos, e uma das maiores do setor da educação nos Estados Unidos, atraindo atenção nacional.
O movimento terminou com vitória, concretizada em um acordo entre o sindicato United Educators of San Francisco e a gestão escolar. Entre as principais conquistas estão melhorias salariais e avanços nas condições de trabalho, incluindo a promessa de que o plano de saúde familiar dos docentes será integralmente coberto pelo distrito, uma das demandas centrais da greve.
A importância dessa greve vai além de San Francisco. Ela surge num momento em que movimentos sociais nos Estados Unidos têm ganhado novo fôlego, como na recente greve da enfermagem em Nova York e nas grandes mobilizações nacionais contra Trump e o ICE. Os professores conquistaram garantias de consolidação da cidade e de suas escolas enquanto santuários na luta contra o ICE. A solidariedade com os imigrantes e a presença deles na linha de frente dos protestos foram características notáveis do movimento.
A greve dos professores de São Francisco mostra, mais uma vez, a disposição para a luta presente nos Estados Unidos. Trata-se de uma inspiração para que a classe trabalhadora organizada se manifeste cada vez mais, em meio à onda crescente de contestação e revolta contra o governo Trump.