“Afirmamos categoricamente que a ditadura foi derrotada pelo povo argentino” – Entrevista com Carlos Maradona (MST-ARG)
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“Afirmamos categoricamente que a ditadura foi derrotada pelo povo argentino” – Entrevista com Carlos Maradona (MST-ARG)

Entrevista com Carlos Maradona, da Direção Nacional do MST da Argentina, sob os ares do 24 de maio

Israel Dutra 4 abr 2026, 10:59

No último dia 24 de março, o povo argentino protagonizou uma marcha história em memória aos 50 anos da ditadura militar. O aniversário do golpe militar marcou também uma demonstração de força e de vitalidade do movimento de massas democrático contra a extrema direita liderada por Javier Milei, cujas posições de relativização da ditadura argentina são publicamente conhecidas.

Nesse cenário, tivemos a oportunidade de conversar com Carlos Maradona, da Direção Nacional do Movimento Sociaista dos Trabalhadores na Frente de Esquerda (FITU). Líder do Movimento Socialista dos Trabalhadores (MST-ARG), Maradona é um velho camarada e militante que morou aqui em Jordanos – onde me encontro agora para acompanhar o 24M. Maradona conversava com aproximadamente 200 jovens que estavam em uma visita guiada ao ESMA – um dos centros de tortura da ditadura iniciada em 1976 – e fez um discurso sobre isso.

Israel Dutra (Esquerda em Movimento) – Antes de tudo, obrigado pela entrevista, Maradona. Para começar, por que o dia 24 de março é tão importante?

Carlos Maradona (MST-ARG) – Olá, boa tarde a todos. O dia 24 de março tem importância fundamental na Argentina porque marca o início da ditadura cívico-militar, que durou de 1976 a 1983. Essa ditadura tentou impor um plano econômico e, sobretudo, aniquilar uma importante vanguarda jovem da classe trabalhadora que emergiu do fervor de lutas como o Cordobazo e o Rosariazo. A ditadura alcançou parte de seu objetivo, que era eliminar e assassinar 30.400 camaradas.

Mas a ditadura teve que fugir; não conseguiu governar pelos 30 anos que havia anunciado. Nem sequer durou sete, pois foi deposta pelo povo argentino após a derrota na Guerra das Malvinas, que também coincidiu com um período de significativas lutas operárias e estudantis. Na Argentina, diferentemente de outros países, existe uma memória coletiva muito ativa, o que impede outro golpe militar.

Um ciclo que se repetia na Argentina desde 1930 foi quebrado: todo governo dito democrático, quando incapaz de impor seus planos dentro da estrutura democrática, recorria a um golpe militar. Na Argentina, desde 1983, não houve golpes militares, e nenhum está previsto, porque a memória do povo permanece muito forte.

Todo dia 24 de março, milhões de pessoas lotam as praças do país. E neste 24 de março em particular, que marca 50 anos, presenciaremos a maior mobilização da era Milei, um homem que quer continuar a ditadura. Mas assim como a ditadura não conseguiu atingir seus objetivos, Milei também não conseguirá.

Israel Dutra (Esquerda em Movimento) – Mara, conte-me um pouco sobre sua experiência pessoal com a ditadura, porque houveram 30 mil desaparecidos, são marcas muito profundas na história do país, mas nós também as vivenciamos à nossa maneira.

Carlos Maradona (MST-ARG) – Sim, bem, minha história pessoal é muito particular porque eu vinha de uma família com ligações com a JTP, a Juventude Operária Peronista, e com os Montoneros. Eu era ativo na União dos Estudantes do Ensino Médio.

Quando eu tinha 13 anos, meu pai, que trabalhava para a Diretoria Nacional de Rodovias, a empresa que constrói estradas e rodovias, faleceu. E havia uma lei da época de Perón que estipulava que o filho mais velho da família deveria assumir o emprego do pai, com o salário, o cargo e a antiguidade dele. Então, aos 13 anos, eu ganhava um salário considerável que me permitia ajudar minha mãe e começar a viver por conta própria.

Comecei a trabalhar para a Diretoria Nacional de Rodovias. Foi lá que conheci o PST (Partido Socialista dos Trabalhadores). Haviam dois grupos com influência significativa dentro da Diretoria Nacional de Rodovias. Um era o PST e o outro era um grupo chamado Vanguarda Comunista. Eles eram camaradas muito valiosos, mas infelizmente, todos foram mortos; desapareceram e suas atividades não continuaram após a ditadura. Enfim, o golpe me pegou trabalhando e atuando como representante sindical aos 16 ou 17 anos, aliás, na Diretoria Nacional de Rodovias.

O administrador militar nos convocou. A Diretoria Nacional de Rodovias fica em uma área com o prédio da Marinha na frente e o da Força Aérea atrás. Havia uma metralhadora pesada no corredor.

Todos os representantes sindicais foram convocados no próprio dia 24 de março e nos disseram para não comparecermos no dia 25, pois, se o fizéssemos, poderíamos ser mortos ou desaparecer, e que estávamos demitidos a partir daquele momento. Bem, eu me aposentei há três anos e a única documentação que me falta, referente a todas as minhas aposentadorias e anos de trabalho, é da Autoridade Nacional de Rodovias. O golpe pegou o PST (Partido Socialista dos Trabalhadores) em um momento em que ele já operava na clandestinidade, pois, com o massacre de La Plata em setembro de 1975, o PST já havia entrado na clandestinidade.

Portanto, o PST tem quase tantos membros mortos, assassinados e desaparecidos pelas mãos da AAA (Aliança Anticomunista Argentina) quanto pelas mãos da ditadura. É por isso que, de certa forma, a entrada na clandestinidade foi menos traumática, permitindo que o PST publicasse um jornal regular durante a própria ditadura, que teve três nomes diferentes: Opción, depois La Yesca e, finalmente, Palabra Socialista.

O fato de o PST ter mantido atividade em zonas de conflito, de ter realizado campanhas de arrecadação de fundos e até mesmo de, em 1979, por volta da época da expulsão da Brigada Simón Bolívar da Nicarágua, termos convidado camaradas daquela época, que haviam sido reunidos, para debater e organizar sessões plenárias durante a ditadura sobre o significado da expulsão da brigada.

Em outras palavras, quero ilustrar que o PST manteve seu ativismo durante toda a ditadura militar, e isso permitiu que emergisse da ditadura como um forte partido de vanguarda. Entre 650 e 700 camaradas deram origem ao que era o antigo PST — não o atual, que é uma caricatura, mas o antigo PST, que era um partido hegemônico na vanguarda com considerável influência, liderando mais de 250 comissões internas, tendo 1.800 delegados e sendo um partido hegemônico na esquerda.

Israel Dutra (Esquerda em Movimento) – Você falou um pouco mais sobre o PST. No Brasil, circularam alguns exemplares do livro Vestígios do Silêncio, que conta um pouco da história, e hoje, nas marchas, o MST carrega cartazes e fotografias de antigos camaradas assassinados. Como o PST, como você mencionou, confrontou a ditadura, e quantas mortes sofreu?

Carlos Maradona (MST-ARG) – O partido teve 136 camaradas assassinados entre a AAA e a ditadura. Seus nomes continuam surgindo, já que agora estamos na clandestinidade; todo ano, em cada aniversário, um novo assassinato ou desaparecimento é revelado.

O partido tinha uma política de duas frentes. Por um lado, já em setembro de 1979, quando entramos na clandestinidade, começou-se a construir um aparato político no exterior. Parte da direção nacional viajou para Bogotá e se estabeleceu lá, enquanto outra parte viajou para Portugal. Já havia camaradas em Portugal porque havíamos participado da Revolução dos Cravos em 1975; os camaradas Pedro Fuentes e Aldo Casas foram os primeiros a ir. Outro grupo de colegas se instala na Espanha, principalmente com Mario Doblio, mas simultaneamente o partido se prepara para intervir na ditadura.

Já operávamos a partir de casas clandestinas; todos usávamos pseudônimos, as casas eram divididas e ninguém sabia onde morava o outro camarada. O partido era muito disciplinado quanto a isso; os aluguéis de casas duravam pouco, depois de cinco ou seis meses, se houvesse vigilância, eles eram transferidos para outro lugar. Muitos dos camaradas assassinados foram mortos em seus próprios locais de trabalho. Entre 24 de março e os primeiros dias depois, o exército e a marinha os procuravam em seus locais de trabalho. Eram camaradas conhecidos por seus colegas. Muitas vezes, eles prendiam o camarada do PST e outros dez ou doze camaradas, como foi o caso de Arturo Apasa, em uma fábrica de automóveis hoje extinta chamada Del Carlo.

Mas bem, o partido conseguiu lidar com isso, em primeiro lugar devido a uma base política muito sólida, que também derivava da sua filiação a uma organização internacional, ao contrário, infelizmente, dos Montoneros, que eram um movimento de massas muito poderoso, que havia alcançado um desenvolvimento vertiginoso durante o governo Perón, mas infelizmente vários, muitos, eu diria, dos seus membros tornaram-se colaboradores da polícia. No meu caso, tive de sair do país em 79 porque dois dos camaradas que tinham sido ativos comigo tornaram-se colaboradores da polícia, e eu estava justamente a cumprir o serviço militar, pelo que tinha dois processos em aberto, um por ser um ex-Montonero e outro por deserção do exército, razão pela qual tive de me exilar de 79 a 84 na Espanha. Mas enfim, o PST conseguiu superar aquele período, confiando que, assim como a ditadura de Onganía havia sido derrotada, assim como a ditadura de Levingston havia sido derrotada, as ditaduras de Videla, Massera e Agosti também seriam derrotadas, e bem, foi o que aconteceu.

Israel Dutra (Esquerda em Movimento) – Maradona, uma questão um tanto controversa, ou melhor, política, em muitos países como o nosso, no Brasil, tivemos a queda da ditadura, mas não houve um julgamento mais completo.

Carlos Maradona (MST-ARG) – Na Argentina, tínhamos muitas leis, como você disse, uma consciência muito forte, e até mesmo alguns dos perpetradores do genocídio foram levados a julgamento; existem filmes sobre isso.

Israel Dutra (Esquerda em Movimento) – Fale-nos um pouco mais sobre isso em detalhes, porque há setores, mesmo dentro da esquerda argentina, que dizem que foi uma derrota. Qual é a sua opinião?

Carlos Maradona (MST-ARG) – Sim, como você disse, eu morei na Espanha, onde os monumentos ainda não são a ESMA, nem o campo de concentração de Nuremberg na Alemanha; os monumentos são os monumentos dos fascistas, o Alcázar de Toledo, ou o outro Alcázar perto de Madri, ou o próprio túmulo de Franco. Lá houve um debate muito importante, primeiro, sobre se a ditadura havia saído do poder ou se a ditadura havia sido derrotada. Afirmamos categoricamente que a ditadura foi derrotada pelo povo argentino, a começar pela aventura da Guerra das Malvinas, onde a ditadura tentou uma manobra, acreditando que os Estados Unidos a apoiariam, e aconteceu o contrário. Os Estados Unidos apoiaram claramente seu aliado imperialista, a Grã-Bretanha, e a ditadura saiu do poder não porque quisesse ou porque seu mandato tivesse expirado, mas porque foi derrotada pelo povo argentino. Infelizmente, em sua retirada, fez um pacto com o que era chamado de coalizão multipartidária na época, que incluía o PJ, a UCR, o Partido Intransigente e outros partidos, para evitar uma saída desastrosa.

Mas, diferentemente de outros países, como você disse, na Argentina se iniciou uma luta que teve um marco muito importante no julgamento das juntas, o “Nunca Mais”. Depois, Alfonsín, com os levantes Carapintada de 1987, tentou reverter isso com as leis de obediência de vida ou morte, então a mobilização forçou a revogação dessas leis, e um amplo processo democrático se instaurou, onde na Argentina, diferentemente de outros países, os mortos têm nomes; aqui, aqueles assassinados em Cutralcó, na favela, na luta contra o desemprego, como Teresita Rodríguez, não passam despercebidos, assim como Aníbal Berón, Kosteki e Santillán, ou Jorge Julio López e seu segundo desaparecimento.

Mesmo agora, este governo do Milei matou um fotógrafo, Pablo Grillo, por acaso, mas o atropelou na cabeça. Então, isso é o que impediu a ruptura violenta no ciclo de golpes militares. A ditadura saiu em 1983, e estamos em 2020-2026, e não houve nenhum golpe militar, e é muito improvável que haja novamente, porque o povo argentino tem memória histórica e uma mobilização tremenda. Isso confirma que a ditadura foi derrotada, que aqueles que dizem que a ditadura saiu porque quis, ao contrário do Brasil, ou do Chile, ou da Espanha, são organizações, até mesmo algumas de esquerda, que estão alheias à realidade. Infelizmente, existem organizações de esquerda no mundo todo que estão alheias à realidade, só enxergando o próprio umbigo e os limites do próprio nariz. Mas, bem, o povo argentino diz isso na cara delas.

Agora mesmo, na Argentina, existem organizações de esquerda que não virão a esta marcha, uma marcha unificada construída sobre uma aliança muito forte entre o Encontro Memória Verdade e Justiça, ao qual o MST pertence, juntamente com centenas de outras organizações, e a mesa de organizações, que são filhos, avós, netos, parentes, porque concordamos com um documento que critica claramente tudo o que aconteceu, mesmo antes da ditadura, e a responsabilidade que o governo de Perón, Isabel Perón e López Rega teve. Portanto, qualquer um que diga que a ditadura negociou sua saída está completamente alheio à realidade. Às vezes, essas são as mesmas pessoas que não percebem que uma marcha massiva de milhões de pessoas pode desafiar o governo de Milei e interromper todos os seus planos. E bem, infelizmente, essas organizações vivem, ou talvez continuem a viver, de costas para as necessidades do movimento de massas. Nossa tarefa é aproximá-las — ou melhor, aproximar o movimento de massas — das ideias socialistas revolucionárias e de mudanças fundamentais no país e no mundo.

Israel Dutra (Esquerda em Movimento) – Tenho uma última pergunta para concluir. Estamos às vésperas da Conferência Antifascista em Porto Alegre, onde o MST enviará uma grande delegação. Este evento, como veremos mais tarde, poderá ser o maior da história política do país, ou um dos maiores dos últimos tempos. O governo de Milei é de extrema-direita e não só ataca o povo e os trabalhadores, como também nega tudo o que vocês nos disseram sobre o ocorrido. Em outras palavras, Milei se sentiria confortável se tivesse um legislativo como o de Videla; ele se identifica com isso.

O MST não é o único, mas talvez seja o principal partido que lutou para fazer deste 24 de março um evento massivo e unificado, para que as pessoas possam expressar sua vontade, e alcançar esse objetivo seria um golpe muito duro para Milley. Como conectamos a orientação política do MST de construir unidade com a luta contra Milley e também contra fascistas e a extrema-direita em todo o mundo? Trump também criará uma força policial? É aí que ele se mostra muito anti-imigrante e pró-fascista. Sim, como você disse, Milley faz parte de uma vanguarda de extrema-direita em todo o mundo que tem expressões institucionais em governos: Orbán na Hungria, Modi na Índia, Meloni na Itália e agora Caps no Chile, e essencialmente o líder de todos eles, Trump nos Estados Unidos, e outros setores de extrema-direita que não estão no poder, mas estão à espreita para governar, como é o caso de Bolsonaro no Brasil. 

Afirmamos que essa extrema-direita não é um fenômeno passageiro que veio para lutar e se firmar, e que a grande tarefa do movimento de massas no mundo é removê-la dos governos e impedir que ela chegue aos governos do mundo, e isso se faz fundamentalmente na luta nas ruas, alcançando a maior unidade de ação possível, e também na luta política, construindo alternativas que não se transformem em frustrações e abram caminho para a direita, como infelizmente aconteceu na Argentina. Acreditamos que essa marcha já está se formando. Estamos aqui fazendo esta reportagem há poucas horas, e as ruas já estão congestionadas. Faltam quatro horas para o início da leitura do documento, e é quase impossível caminhar pelas ruas adjacentes. Esta será uma marcha de milhões de pessoas, uma marcha massiva. Está acontecendo em todo o país, do norte, em La Quiaca, ao sul, em Río Gallegos. Portanto, esta marcha será um golpe para Miley. Mesmo Miley tendo anunciado que perdoaria figuras genocidas ou fecharia a ESMA (Escola de Mecânica da Marinha), ela não se atreveu a fazê-lo porque, se esta marcha reunisse 1.300.000 pessoas nas ruas e Miley fizesse isso, seriam 1.800.000, já que a reação às atividades de Miley é muito forte entre a população. Portanto, não temos dúvidas de que isso será um golpe para Miley, um golpe que fortalecerá as lutas, é claro, não a derrubará, porque uma única mobilização não basta. É por isso que o documento que será lido hoje exige… Os sindicatos, greve geral e mobilização, um plano de ação para corroer e desgastar o governo até sua queda definitiva, e para isso convocamos, como sempre, a maior unidade de ação nas ruas e também Para construir uma alternativa política que não repita os erros do passado de outras alternativas que abriram caminho para a direita, e que possa se tornar uma alternativa sólida e real para enfraquecer a extrema-direita. Isso também pode acontecer com Trump, como você disse, nos Estados Unidos, onde há elementos de auto-organização que expulsaram a polícia do ICE de diversas cidades. Minneapolis é o símbolo, e nos Estados Unidos, um grande evento do Dia do Trabalho está sendo preparado em um país que não comemora o Dia do Trabalho há séculos, e onde conseguiram roubá-lo dos trabalhadores — o país onde o Dia do Trabalho se originou — substituindo-o pelo Dia da Independência. Portanto, o fato de o Dia do Trabalho estar sendo comemorado e defendido novamente nos Estados Unidos deve nos dar otimismo de que a luta contra Trump e contra toda a extrema-direita é um fenômeno que está se espalhando pelo mundo e se expressará, como você disse, no fórum antifascista em Porto Alegre, onde o MST estará presente com uma delegação para participar deste evento global que também busca debater as melhores maneiras de deter e derrotar definitivamente a extrema-direita.


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