Polícia militar ataca ocupação da reitoria da USP na madrugada do fim de semana
Reintegração de posse violenta feriu estudantes e demonstrou a intransigência da universidade nas negociações
Via Juntos!
Na madrugada do dia 10/05, Dia das Mães, a polícia militar de São Paulo invadiu a ocupação pacífica realizada por estudantes na reitoria da USP, em uma reintegração de posse violenta que deixou jovens feridos. Confira abaixo texto publicado pelo coletivo Juntos! sobre a situação.
Estudantes espancados, poderia ser seu filho
No Dia das Mães, seu filho poderia estar apanhando por lutar por alimentação digna e direito de estudar
Na madrugada do Dia das Mães, a PM do Estado de SP, sem mandado e, portanto, de forma ilegal, realizou uma truculenta e autoritária desocupação da reitoria da USP, ocupada pelos estudantes desde quinta-feira. A ocupação da reitoria ocorreu logo após Aluísio, reitor da USP, comunicar-se pela imprensa que encerraria de forma unilateral as negociações com os estudantes em greve. Diante das portas fechadas, o movimento estudantil mostrou sua força e ocupou a reitoria, exigindo a reabertura da mesa de negociação.
A violência e o autoritarismo com que a desocupação ocorreu escancaram uma realidade: nem a reitoria da USP muito menos o Governo de Tarcísio de Freitas, se importam com a educação: pelo contrário, as veem como inimigos. As reivindicações dos estudantes são básicas: alimentação no RU sem larvas, aumento real da bolsa permanência (que a reitoria cínicamente propôs aumento de R$27) e outras demandas relacionadas ao direito de estudar com dignidade.
Diante dessas reivindicações, a resposta foi a violência. Em pleno Dia das Mães, covardemente na madrugada e sem aviso prévio, quem luta por dignidade para estudar foi espancado pela polícia de Tarcísio. Reafirmamos que lutar não é crime e que atuaremos com toda nossa força para fortalecer a luta dos estudantes e denunciar os inimigos do povo e da educação.
Todo apoio aos estudantes da USP!
Estudantes feridos e detidos, Aluísio, a culpa é sua!
Pela reabertura imediata das negociações e aumento real do PFAPE!