Contra o roubo do petróleo venezuelano pelos EUA! Fora Trump, suas empresas e seus intervencionistas da América Latina!
Abaixo os acordos coloniais de Trump-Rodríguez! Fora o imperialismo estadounidense da Venezuela e da América Latina!
Foto: Delcy Rodríguez e John Barrett, encarregado de negócios dos Estados Unidos para a Venezuela. (Polianalítica/Reprodução)
Via Punto de Vista Internacional
Na semana passada, o governo neofascista da Casa Branca anunciou o que já era previsível desde 3 de janeiro – quando sequestrou Nicolás Maduro e Cilia Flores para detê-los em uma prisão de Nova York. Trump informou em suas redes sociais sobre a conclusão de um suposto “acordo” com o governo “interino” de Delcy Rodríguez para se apropriar, por um período de 100 anos, de 17 campos petrolíferos da Venezuela, com reservas estimadas em 65 bilhões de barris, com o objetivo de “repor as reservas” de petróleo bruto dos Estados Unidos.
O que o imperialismo impôs ao seu governo fantoche em Caracas é uma pilhagem colonialista descarada. Esse tipo de “acordo” — imposição — só é possível no contexto de uma situação abertamente colonial, que encontrou silêncio na maioria das oposições de direita e complacência aberta por parte do partido governista PSUV. A situação ameaça a condição republicana da nação sul-americana e lança uma sombra ameaçadora sobre toda a região.
A esquerda radical e o chavismo originário expressam níveis significativos de resistência ao establishment do protetorado, mostrando que a classe trabalhadora se reorganiza para lutar contra a situação colonial, enquanto os resquícios da aliança militar-policial parecem ter se adaptado à nova situação.
O ápice da rendição
Nos últimos seis meses, o regime liderado pelos irmãos Delcy e Jorge Rodríguez e por Diosdado Cabello — transformados em vice-reis da colônia após a traição a Maduro — alterou as leis de hidrocarbonetos e mineração para garantir as melhores condições de lucro para as transnacionais ianques do petróleo e do ouro. Os Estados Unidos arrogaram-se, fora da ordem jurídica internacional, o poder de vender o petróleo venezuelano e administrar esses recursos a seu dispor, apropriando-se como espólio de guerra das reservas de ouro que permaneciam guardadas nos cofres do Banco Central da Venezuela.
Os chefes do Comando Sul, da CIA, do Departamento de Estado e do Secretariado de Energia circulam pelo território venezuelano como se fossem os donos do país, enquanto se reabrem as relações com o Estado sionista de Israel. Qualquer resquício de anti-imperialismo foi apagado pela subordinação subserviente dos governantes venezuelanos perante o governo trumpista.
Enquanto isso, a situação dos trabalhadores e das trabalhadoras é cada vez mais opressiva, com um salário mínimo mensal de 15 centavos de dólar, enquanto os direitos trabalhistas conquistados com luta nas últimas décadas praticamente desapareceram. No entanto, multiplicam-se os espaços de resistência, sem que se vislumbre ainda o salto para uma coordenação nacional das lutas internas e contra o assalto colonial ao país. A organização territorial dos protestos contra os apagões elétricos, pelo precário serviço de água potável, contra a repressão seletiva e pelos salários evidencia uma recomposição a partir da base do tecido social.
Nesse quadro extremamente grave, o acordo petrolífero assinado entre Donald Trump e Delcy Rodríguez hipotecou o presente e o futuro da nação venezuelana e ameaça toda a América Latina.
Por isso, desde a IV Internacional, nos solidarizamos com o povo, a classe trabalhadora e as organizações revolucionárias-classistas daquele país, apoiando tudo o que vise alcançar níveis de organização e coordenação que permitam impulsionar mobilizações e lutas que derrotem os acordos espúrios de Trump-Rodríguez. O lema que surgiu das entranhas do povo, após os terremotos de junho, sintetiza a premissa que, da IV Internacional, apoiamos: “Somente o povo salva o povo”.
Abaixo os acordos coloniais de Trump-Rodríguez!
Fora Trump, suas empresas e militares da Venezuela e da América Latina!