Uruguai: 50 anos do desaparecimento de Léon Duarte
As vésperas da Greve Geral no Uruguai, organizado pela PIT-CNT, o PVP lança manifesto para recordar os 50 anos do desaparecimento de León Duarte, fundador do Partido Por La Vitória del Pueblo
Foto: Mobilização do PVP uruguaio. (970 Universal/Reprodução)
“Podemos criar um mundo novo, porque carregamos
um mundo novo em nossos corações”
León G. Duarte Luján nasceu em Pajas Blancas (Montevidéu) em 25 de abril de 1928. Foi sequestrado em 13 de julho de 1976, em Buenos Aires, aos 48 anos; permanece desaparecido até hoje. Duarte foi fundador e secretário-geral do Sindicato de Operários e Funcionários da FUNSA — um sindicato de orientação classista —, que surgiu em 1952 e posteriormente se expandiu para incluir capatazes e supervisores. Sobre esse contexto, Cores relata: “… Duarte foi um pioneiro da rebeldia em uma época em que as condições para a rebeldia estavam longe de ser ideais”.
Eles foram um exemplo de resistência contra o autoritarismo; durante as intensas lutas operárias-estudantis de 1958, o sindicato implementou uma medida inovadora: “… a ocupação sob controle operário demonstrou que os trabalhadores podiam organizar a produção mesmo dentro do sistema capitalista, com o sindicato servindo como instrumento de uma sociedade futura”.
León foi um dos fundadores da CNT em 1964; juntamente com seu companheiro Gerardo Gatti, forjou uma linha de ação combativa que lideraria o movimento sindical. Politicamente, também foi cofundador da Resistência Operário-Estudantil (ROE), ao lado de Gerardo Gatti, Hugo Cores e Washington Pérez. Detido e torturado em diversas ocasiões antes de 1973, foi um dos principais líderes da greve geral contra o golpe de Estado. Passou à clandestinidade após ser procurado pelas autoridades militares por “tentativa de formar uma Frente Nacional de Resistência”.
Mudou-se para Buenos Aires, onde continuou buscando formas de derrotar a ditadura. Junto com outros companheiros, participou da fundação do Partido pela Vitória do Povo (PVP), integrando seu primeiro Secretariado Executivo. Foi sequestrado em 13 de julho de 1976 por militares uruguaios em um bar na Rua San Juan. Foi visto por muitos outros prisioneiros no centro clandestino de detenção “Automotores Orletti”. León Duarte — ativista social, líder sindical e revolucionário — foi um exemplo de tenacidade, demonstrada de forma clara quando, mantido pelos militares no inferno de Orletti, incitou seus companheiros de cativeiro a resistir.
!¡Arriba los y las que luchan!
Julho de 2026