A onda expansiva iraniana na Ásia
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A onda expansiva iraniana na Ásia

Trump havia adiado sua visita a Pequim na esperança de resolver a questão do Irã e chegar em posição de força. Mas aconteceu justamente o contrário

Pierre Rousset 26 maio 2026, 10:50

Foto: Donald Trump cumprimenta Xi Jinping antes de uma reunião bilateral. (Daniel Torok/OWH)

Via Viento Sur

À medida que se prolonga, a guerra dos Estados Unidos contra o Irã parece estar se transformando em um verdadeiro ponto de inflexão internacional, cujo alcance varia conforme as regiões. Suas consequências anunciam-se importantes na Ásia. No terreno geopolítico, evidentemente, como ilustra a cúpula entre Xi e Trump realizada em Pequim nos dias 14 e 15 de maio. Mas ela também agravará a crise social em muitos países. Além disso, dá um novo impulso à crise climática e ecológica global. Desencadeia múltiplas mudanças cuja verdadeira magnitude só poderemos avaliar com o passar do tempo.

Um duopólio chinês-estadunidense em tensão

Donald Trump havia adiado sua visita a Pequim (para grande desgosto de Xi Jinping) na esperança de, ao menos, resolver a questão do Irã e chegar em posição de força. Mas aconteceu justamente o contrário. Foi pedir aos chineses, aliados dos iranianos, que o ajudassem a sair de um impasse pelo qual ele é o único responsável.

Na situação atual, Pequim e Washington compartilham objetivos comuns, começando pela reabertura do estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo e do gás do mundo. A China importa atualmente cerca de 40% de seu petróleo do Oriente Médio, e muitas de suas refinarias foram projetadas para processar o petróleo vindo do Irã. Além disso, embora apoie o Irã, o regime chinês não quer ver um novo país entrar no clube muito restrito das potências nucleares. É algo que Teerã aparentemente não compreendeu. Possuir (ou ameaçar possuir) a arma nuclear parece, sem dúvida, uma garantia de segurança e influência, mas as grandes potências só toleraram o surgimento de novos aspirantes quando seus próprios interesses estavam em jogo (por exemplo, a Coreia do Norte do ponto de vista de Pequim, como um Estado-tampão entre a Coreia do Sul, as bases estadunidenses e sua fronteira).

No entanto, Xi Jinping sabe que Trump está sob pressão por razões de política interna (as eleições legislativas de meio de mandato acontecem em novembro) e colocou as cartas na mesa: ele deve ceder muito em relação ao apoio a Taiwan e, por enquanto, [Xi Jinping] não parece ter assumido qualquer compromisso de intervir junto ao Irã (supondo que realmente possa influenciar a política de Teerã).

Incerteza perigosa para Taiwan

Xi advertiu claramente em 14 de maio, no dia seguinte à chegada de Trump, durante uma coletiva de imprensa, que a questão de Taiwan era “a mais importante nas relações sino-estadunidenses”. Se for administrada corretamente, “as relações entre os dois países poderão se manter estáveis em geral”. Caso contrário, “entrarão em choque, ou até mesmo em conflito”. Parece que essa declaração pública pegou Donald Trump de surpresa, já que esse é um tema que normalmente não se trata em público, e ele evitou responder aos jornalistas.

Concretamente, Xi exige que os Estados Unidos mudem sua posição oficial de “os Estados Unidos não apoiam a independência de Taiwan” para “opõem-se à independência de Taiwan”, além de deixarem de fornecer armas ao Estado insular.

No fim de 2025, após anunciar um acordo para a entrega de 11 bilhões de dólares em armamentos estadunidenses, o governo dos EUA cogitava um novo programa no valor de cerca de 14 bilhões de dólares, uma cifra recorde desde que os Estados Unidos se comprometeram, em 1979, por meio da Taiwan Relations Act (Lei de Relações com Taiwan), a fornecer à ilha equipamento militar em quantidade suficiente para sua defesa. Essa lei foi aprovada pelo Congresso dos EUA após o estabelecimento de relações diplomáticas com Pequim naquele mesmo ano, acompanhado da ruptura simultânea dos laços diplomáticos com Taipé. Desde então, os Estados Unidos têm sido praticamente o único país a fornecer ajuda militar a Taiwan. Para atender às exigências chinesas, o Congresso estadunidense teria de revogar esse tratado.

Neste momento, o Partido Comunista Chinês (PCCh) preferiria impor um severo bloqueio econômico à ilha em vez de tentar uma invasão militar bastante arriscada. Invadir Taiwan não seria pouca coisa. Xi Jinping promete mundos e fundos a empresários, mafiosos e políticos que serviriam como quinta coluna para assegurar o controle de Pequim, mas, vendo como ele se desfaz alegremente de antigos aliados, eles deveriam desconfiar. Também aposta no soft power, já que muitos programas televisivos de entretenimento são assistidos dos dois lados do estreito.

Taiwan (a República da China) possui uma história muito particular. Pequim se aproveita de suas contradições internas. O Kuomintang (KMT), partido da contrarrevolução, invadiu a ilha após sua derrota no continente em 1949, impondo um regime ditatorial até o Movimento dos Girassóis, em 2014, que conduziu progressivamente ao estabelecimento de uma democracia. Ainda assim, o KMT continua conservando base social e peso político graças ao clientelismo e à corrupção. Hoje, seus dirigentes estão divididos quanto às relações com a China.

No entanto, é difícil entender por que a população taiwanesa, que desfruta de uma democracia (burguesa e imperfeita), optaria livremente por abandoná-la em favor de um regime opaco e superautoritário. Ela tem direito à autodeterminação exercida sem ameaças externas.

De fato, Taiwan é independente, mas não o proclama oficialmente. Todo o equilíbrio regional se baseia nessa ambiguidade estratégica. Xi Jinping volta a colocá-la em questão, e Donald Trump parece levar em conta sua pressão. Pouco antes de deixar Pequim, em declaração à emissora Fox News, lançou uma espécie de advertência a Taiwan contra qualquer declaração de independência que possa provocar uma guerra distante.

“Quero que [Taiwan] reduza a tensão. Quero que a China reduza a tensão.” Essas palavras preocupam porque a proclamação da independência não estava absolutamente na agenda.

Ao fazer isso, Trump obrigou as autoridades taiwanesas a reagirem. O ministro das Relações Exteriores declarou que tomava nota dessas palavras, recordando que as vendas de armas são um compromisso dos EUA para garantir a segurança da ilha, amparado pela Taiwan Relations Act, e que constituem uma forma de dissuasão comum na região. O governo taiwanês, liderado pelo Partido Democrático Progressista (PDP), e o presidente Lai Ching-te declararam em 16 de maio que “Taiwan é uma nação democrática, soberana e independente, que não está subordinada à República Popular da China”, reafirmando a posição tradicional: independência de fato, embora não proclamada oficialmente.

Equilíbrios estratégicos no Leste Asiático

Dessa forma, Donald Trump contribui para reabrir a questão de Taiwan, uma verdadeira caixa de Pandora: estão em jogo os equilíbrios geoestratégicos e o controle dos mares no Leste Asiático. O Estado de Taiwan se situa no meio da primeira cadeia de ilhas do oceano Pacífico. Tomar posse dele daria a Pequim um ponto de apoio fundamental para controlar essa rota marítima internacional de enorme importância comercial (uma das mais movimentadas do mundo) e muito rica em recursos — incluindo o subsolo marinho — sobre a qual a China reivindica, em desacordo com o direito internacional, soberania (ao menos sobre sua parte sul, excessivamente militarizada, sem reconhecer as fronteiras marítimas dos demais países litorâneos).

Assim, toda a região, do Japão e da Coreia do Sul até o Vietnã, passando por Singapura, Malásia, Brunei, Indonésia e Filipinas, está envolvida. A conquista de Taiwan seria um verdadeiro terremoto cujas réplicas, dada a centralidade geopolítica da Eurásia, poderiam atingir a Ásia Central, o Ártico, a Rússia e a Europa.

A política errática de Donald Trump e a pouca importância que dá aos interesses de seus aliados já estão produzindo consequências. A primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi, por exemplo, iniciou uma verdadeira guinada estratégica para que o Japão se afirme como uma grande potência militar. Os Estados Unidos impuseram ao país uma Constituição pacifista em 1947 (com o artigo 9), amplamente aceita pela população. A contrapartida dessa renúncia à guerra era, evidentemente, a garantia da proteção estadunidense em caso de ameaça. Essa contrapartida já não parece tão evidente, o que permite a Tóquio justificar a aceleração de seu programa militarista, apesar de as chamadas Forças de Autodefesa japonesas já estarem entre os melhores exércitos convencionais do mundo (sem contar armas nucleares), esvaziando na prática o conteúdo da Constituição.

Em 1976, sob o mandato do primeiro-ministro Takeo Miki, foi proibida a venda de armas. Em 2014, o primeiro-ministro Shinzo Abe abriu uma primeira brecha nessa política de embargo. Em 21 de abril passado, todos os princípios de política externa defendidos até então foram abandonados. O Japão agora pode exportar armas, inclusive letais, para os 17 países com os quais firmou acordos de defesa. Com a Austrália, assinou um dos maiores contratos de exportação militar desde 1945, relativo às fragatas da classe Mogami fabricadas pela Mitsubishi Heavy Industries (essas fragatas são multifuncionais e podem operar com uma tripulação reduzida e altamente qualificada). Da mesma forma, 1.400 soldados participam plenamente dos exercícios militares Balikatan (“ombro a ombro”, em tagalog), nas Filipinas, ao lado dos Estados Unidos e de outros seis países (a China também entrou na disputa nessa área, realizando suas próprias manobras rivais).

Qual é o objetivo de Donald Trump? Se deixasse Pequim conquistar Taiwan de uma forma ou de outra, a credibilidade dos Estados Unidos na Ásia desmoronaria, deixando o caminho livre para a China. Ele afirma não querer travar uma guerra a “15 mil quilômetros” de distância. O problema é que as maiores bases militares estadunidenses no exterior estão justamente nessa região: na Coreia do Sul e no Japão (especialmente na ilha de Okinawa). Na linha de frente.

Trump pretende negociar zonas de influência? O sul dos mares do Leste Asiático para a China e o norte para os Estados Unidos? É difícil acreditar nisso. Talvez esteja apenas tentando ganhar tempo, diante do impasse em que se meteu no Irã. Está gastando e abusando de seus recursos militares e corre o risco de deixar parte de sua marinha fora de operação, enquanto o reparo de um porta-aviões, por exemplo, leva muito tempo. Xi Jinping sabe disso perfeitamente.

No entanto, hoje o Exército chinês ainda não está plenamente operacional. Seu Estado-Maior foi vítima de sucessivos expurgos em todos os setores. A paranoia de Xi causa estragos. Ele também precisa de tempo. E, para completar, o mundo se vê diante de dois psicopatas: um frio e calculista, o outro explosivo — o que não é nada tranquilizador.

Especular serve de pouco, sobretudo quando o futuro é desconhecido. Ainda assim, vivemos um perigoso momento de incerteza. Diante do militarismo e das rivalidades entre as grandes potências, a solidariedade entre os povos continua sendo nossa bússola política, tanto na região quanto em escala internacional. Pelo direito à autodeterminação (incluindo Taiwan), pela desmilitarização (especialmente dos espaços marítimos), para que os mares e oceanos se libertem das fronteiras estatais e voltem a ser bens comuns da humanidade.

Rumo a um duopólio conflitivo entre China e EUA?

No entanto, o que se confirma é que caminhamos (talvez temporariamente?) para um duopólio mundial sino-estadunidense — necessariamente muito conflitivo — e não para uma confrontação militar imediata entre grandes potências. Essa era a hipótese que me parecia mais provável há bastante tempo.

Hoje, a China reforça sua posição dentro desse duopólio na Ásia, mas não se deve esquecer sua impotência quando Trump cooptou uma ala do regime venezuelano e agora ameaça Cuba, dois países que tinham ou têm apoio chinês.

É verdade que Pequim fortalece sua presença militar global graças à política de compra de portos com dupla função, econômica e militar. Recursos consideráveis foram destinados a esse objetivo. Entre 2000 e 2025, a China teria adquirido 168 portos em 90 países, em todos os continentes. Além disso, nas empresas chinesas instaladas no exterior, é o Exército quem se encarrega da segurança (sem torná-lo público) e desenvolve suas capacidades militares. Em novembro de 2025, o lançamento de seu terceiro porta-aviões, o Fujian, representou um grande avanço em termos de modernização, graças ao sistema de catapulta eletromagnética. Ainda assim, o Exército chinês jamais foi testado em um conflito militar contemporâneo real (confiabilidade do armamento, capacidade da cadeia de comando, coordenação entre as forças etc.). Seu deslocamento continua concentrado principalmente na região Ásia-Pacífico.

O Indo-Pacífico tornou-se uma região de enorme importância estratégica, onde também estão em jogo os equilíbrios mundiais. Joe Biden compreendeu isso, e um de seus principais êxitos foi ter preparado, no momento da debacle afegã herdada de Donald Trump, um reposicionamento de meios político-militares, econômicos e diplomáticos nessa região. De volta ao poder, Trump se apressou em desfazer essa virada asiática. Isso não lhe trouxe bons resultados. Deu à China a oportunidade de estreitar ainda mais suas próprias alianças nessa parte do mundo (em rivalidade com a Índia), fortalecendo sua posição diante de Washington. Do ponto de vista geopolítico, para além dos mares do Leste Asiático, é aqui que a rivalidade entre China e Estados Unidos tende a se intensificar mais.

De maneira mais ampla, a funcionalidade do duopólio sino-estadunidense será testada nos próximos meses, já que Trump e Xi se encontrarão em múltiplas ocasiões, seja em reuniões bilaterais (como a visita de Xi a Washington no final de setembro, antes das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA), seja em fóruns multilaterais: em novembro, na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), em Shenzhen, na China; em dezembro, na reunião do G20, em Miami, nos Estados Unidos. Se Pequim e Washington tiverem interesses comuns, serão eles que ditarão as regras, como já ocorreu no passado. Já os pontos de confronto deverão vir à tona.

Apesar dos gritos de vitória de Donald Trump, não parece ter havido nenhum avanço significativo na recente cúpula sobre normas de implementação da inteligência artificial e das tecnologias de ponta (como os supercondutores), terras raras, déficits comerciais etc. Foi acordada uma trégua na guerra tarifária até outubro (favorável à China). Sua prorrogação ainda não foi anunciada. No entanto, o principal — talvez o único — resultado tangível da cúpula no plano econômico pode ser justamente a manutenção dessa frágil trégua comercial acertada anteriormente em Busan, na Coreia do Sul, quando Trump suspendeu tarifas de três dígitos sobre produtos chineses, enquanto Xi Jinping desistia de estrangular o fornecimento estadunidense de terras raras essenciais.

Pode um duopólio sino-estadunidense ser duradouro? O tempo dirá. Os Estados Unidos estão mergulhados em uma grave crise de regime, e provavelmente o mesmo ocorre na China, a julgar pela dimensão dos expurgos, pela desilusão da população — que já não espera melhoria em seu padrão de vida —, pelo envelhecimento demográfico, pela corrupção, pela crise ambiental e pela crescente dependência das exportações… Além disso, os efeitos bumerangue da crise climático-ecológica se fazem sentir cada vez mais. Isso multiplica as incertezas.

Uma cúpula sem importância?

Ao que parece, muitos analistas consideram que essa cúpula teve pouca importância.

É verdade que ela não terá o mesmo alcance histórico do encontro em Pequim, em 1972, entre o presidente estadunidense Richard Nixon e Mao Zedong, nem da visita de Deng Xiaoping aos Estados Unidos em 1979. No entanto, trata-se da primeira visita à China de um presidente dos EUA desde 2017, há quase uma década: ainda durante o mandato anterior de Trump.

Provavelmente, Xi Jinping pretende aproveitar o momento Trump-Irã para estabelecer uma correlação de forças mais favorável à China no período pós-Trump, como um fato consumado. Um passo a mais na ascensão do imperialismo chinês (exceto no âmbito nada desprezível das finanças, já que Xi não ousa transformar o yuan em uma moeda verdadeiramente internacional) e em sua vontade de afirmar uma hegemonia alternativa à do Ocidente.

As classes populares, a inflação e o desastre ecológico

A inflação alimentada pela guerra contra o Irã afeta as classes populares na Ásia, como em outras partes do mundo, mas com uma particularidade. Em muitos países asiáticos, o dinheiro enviado por pessoas imigrantes permite a sobrevivência de famílias inteiras. E o Oriente Médio é um destino importante dessa imigração, especialmente para os países muçulmanos. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, a região abriga 24 milhões de trabalhadoras e trabalhadores imigrantes. Trata-se do principal destino mundial da mão de obra estrangeira. A maioria dessas pessoas vem da Ásia: Bangladesh, Índia, Indonésia, Paquistão, Filipinas (Mindanao) e Sri Lanka. Muitos desses trabalhadores ocupam empregos mal remunerados ou precários e têm pouco acesso a serviços como saúde.

As repatriações têm sido numerosas. Assim, nos dois últimos meses, o governo filipino garantiu o retorno de mais de 9.500 cidadãos e cidadãs que trabalhavam no Oriente Médio. Muitas dessas pessoas acabam ficando presas na região em condições insuportáveis.

Por fim, as guerras no Oriente Médio agravam a crise climática e ecológica, a crise global. Um verdadeiro desastre. Essa policrise é o maior desafio que enfrentamos. É isso que diferencia o momento atual de todos os períodos anteriores.

O número de vítimas da crise climática cresce de forma exponencial, especialmente na Ásia.

Na Ásia, a pobreza e a precariedade se expandem. E, uma vez que alguém cai na extrema pobreza, não consegue sair dela sem uma ajuda de longo prazo que os Estados não oferecem, mas que os movimentos sociais tentam garantir (às vezes com nossa ajuda).

A crise climático-ecológica

É o elefante na loja de porcelana sobre o qual ninguém (ou quase ninguém) fala. Multiplicam-se os debates sobre as consequências econômicas do fechamento do estreito de Ormuz, sem dizer uma palavra sobre a crise climática ou os graves danos à biodiversidade. A imprensa militante internacional, infelizmente, nem sempre escapa dessa síndrome. Surgem artigos que ocultam diretamente o tema. Outros o mencionam, mas sem chegar a tirar conclusões sobre as campanhas que deveriam ser realizadas nesse campo. Uma estranha autocensura.

Se a Europa aquece duas vezes mais rápido do que a média mundial, as consequências sanitárias e sociais são particularmente graves na Ásia, onde as sociedades são muito vulneráveis. Grande parte de Bangladesh desaparecerá sob as águas, assim como zonas densamente povoadas da Indonésia. Quando a umidade do ar é excessivamente alta, até mesmo uma temperatura considerada normal pode ser mortal, já que o corpo não consegue se resfriar por meio do suor. A violência dos tufões está aumentando. Secas excepcionais são seguidas por inundações massivas…


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