Encontro pelo fim da escala 6×1 reúne sindicatos, partidos e movimentos em SP
Atividade convocada pelo mandato da deputada Sâmia Bomfim em parceria com o STILASP lotou o auditório do SINTRAJUD com a presença de diversos sindicatos, movimentos e organizações políticas
O auditório do SINTRAJUD em São Paulo ficou pequeno para o conjunto da militância que esteve presente na plenária “Por uma jornada de lutas para derrubar a escala 6×1”, convocada pelo mandato da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL/SP) em parceria com diversos sindicatos, movimentos sociais, organizações políticas e ativistas independentes.
A atividade foi construída como resposta a um momento de dispersão na mobilização do 1º de Maio nesse ano, pela ausência da histórica mobilização na Praça da Sé e por atos fragmentados, onde tanto a manifestação convocada pelo movimento VAT na Praça Roosevelt quanto a manifestação convocada pela CSP-Conlutas cumpriram papéis importante, mesmo nesse contexto.
O evento ocorrido no Sintrajud foi aberto pela vereadora Luana Alves (PSOL São Paulo), indicando o contexto político da atividade, sendo seguida pelo representante do STILASP, sindicato da alimentação que promoveu a primeira greve contra a escala 6×1 do país, que indicou um plano de lutas para a construção de uma greve geral pela redução da jornada. Também contribuíram inicialmente a camarada Rita de Diniz, educadora da subsede de Salto da APEOESP e militante da TLS Sindical, além do presidente do PSTU, companheiro Zé Maria, hoje perseguido pelo sionismo e condenado a dois anos de prisão por denunciar o genocídio palestino.
Também estiveram presentes nesse bloco inicial a companheira Paula Coradi, presidente nacional do PSOL, a deputada estadual Mônica Seixas e o representante do VAT (Matheus), além dos camaradas dirigentes da CSP-Conlutas (camarada Mancha) e da Unidos pra Lutar (Cabral).
O segundo bloco de intervenções contou com representantes de Roberto Morato, do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Tonhão, dos Metalúrgicos de Campinas, Alexandre Linares dos Jornalistas, Carlão da Oposição dos Condutores de SP, Renato Assad da Organização Nacional dos Trabalhadores sobre Duas Rodas, Anali Campos do SINTAEMA, André do SINASEFE, Luciana do SINTRAJUD e Douglas do SindReceita.
Já o terceiro bloco contou com a participação de camaradas de entidades e organizações políticas, como Gabriel Lazzari do PCBR, Virgínia Guitzel do MRT, Joeferson Almeida da LSR/PSOL, Verónica O´Kelly da Revolução Socialista/PSOL, Lorena Fernandes da CST, Prata da OCI, Marcelo da UP e Neuza do Enfrente. Também fizeram contribuições os trabalhadores da USP, com o companheiro Victor Luccas, o Levante da Educação (coletivo da educação municipal de São Paulo, que está em greve) com o camarada Bruno Carvalho, Heloana Marinho do SIMESP, a Pastoral Operária com o companheiro Paulo Pedrini e trabalhadores ambulantes com a companheira Laís.
O encontro definiu uma jornada de lutas para o próximo período, com a necessidade de conquistar o fim da jornada 6×1 nas ruas. A mobilização proposta pela juventude às sextas-feiras, a proposta do movimento Maré Negra de combinar no próximo dia 13 de maio a luta contra a 6×1 com o dia de memória da falsa abolição, indicando cada vez mais a unidade dos sindicatos e movimentos sociais pela necessidade de um dia unificado de paralização pela redução da jornada.
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Fotos: Rebeca Meyer