Luciana Genro recebe ameaça de morte e violência sexual
Parlamentar do PSOL denunciou ameaças detalhadas de estupro e assassinato enviadas por e-mail; autor já havia atacado outras deputadas de esquerda com mensagens misóginas e racistas
Foto: Fernando Gomes/Divulgação
A deputada estadual Luciana Genro (PSOL), conhecida por sua atuação na defesa das mulheres, recebeu um e-mail com ameaças de morte e violência sexual, no qual o remetente descreve em detalhes os abusos e violências que cometeria com a deputada, prometendo estar “esperando o momento certo para te pegar e te destruir”. A parlamentar já encaminhou o conteúdo para investigação da Polícia Civil. O remetente, que se identifica como Lucas Bovolini Martins, é o mesmo que já enviou mensagens misóginas e racistas com ameaças para as parlamentares Lívia Duarte (PSOL-PA) e Carol Dartora (PT-PR).
“Causa extrema preocupação que um homem esteja perseguindo mulheres de esquerda com tamanha tranquilidade, colocando nome e e-mail, fazendo uma ação de mapear as deputadas de esquerda com atuação feminista para ameaçá-las. O e-mail que eu recebi, que foi inclusive enviado também para o meu filho, contém descrições minuciosas e ameaça de entrar na minha casa, o que é gravíssimo”, pontua a deputada.
No e-mail, o homem afirma que irá entrar no quarto de Luciana enquanto ela estiver “dormindo, inconsciente e vulnerável”. “Eu sei que você gosta de se sentir poderosa lá na assembleia, mas quando eu te encontrar, você não será nada além de carne para mim, carne que eu vou saborear e destruir”, coloca.
“Fica evidente que se trata de uma ação de um redpill misógino, que quer se vangloriar e exibir na internet as ameaças que vem fazendo. Esperamos que ele seja localizado e responsabilizado, pois crimes cometidos no ambiente digital não podem ser considerados menos graves”, afirma Luciana Genro.
Essa não é a primeira vez que Luciana Genro recebe ameaças virtuais. Inclusive, uma bolsonarista que divulgou o endereço de Luciana Genro na internet em 2020, incitando a invasão da casa da deputada, foi condenada em 2022 após ação da parlamentar.