O que revela a “Revolução dos Flamingos”
A mobilização atual vai muito além da mera defesa do ambiente: revela as grandes tensões que ainda atravessam a Albânia contemporânea em torno das questões da soberania territorial e do direito mais amplo da população à autodeterminação
Há mais de uma semana que os meios de comunicação europeus divulgam regularmente imagens da Albânia, um país que normalmente não aparece na imprensa ocidental: nelas podem ver-se milhares de manifestantes, com bandeiras ou cartazes nas mãos, nas ruas de Tirana ou noutros locais. Têm-se reunido incessantemente desde 30 de maio de 2026 contra projetos turísticos previstos em Zvërnec, nas proximidades da lagoa de Narta, bem como na ilha de Sazan. Para além das questões ecológicas, o arame farpado instalado no litoral — contra o qual os ativistas se aglomeram — tornou-se, para a população, o símbolo de um desafio político de grande envergadura: o da expropriação progressiva do seu território e do seu futuro.
Propomos-nos a rever estes acontecimentos recentes e a traçar a sua cronologia. Mais fundamentalmente, queremos mostrar que a mobilização atual vai muito além da mera defesa do ambiente: revela as grandes tensões que ainda atravessam a Albânia contemporânea em torno das questões da soberania territorial e do direito mais amplo da população à autodeterminação.
Para compreender estes conflitos e potenciais pontos de ruptura, é necessário examinar as suas causas — nomeadamente a convergência de interesses entre investidores estrangeiros, oligarcas, proprietários de terras locais e responsáveis políticos, que conduz a uma mercantilização progressiva do território. Por outras palavras, pretendemos destacar a natureza capitalista, neoliberal e imperialista dos mecanismos combinados que conduzem à negação da democracia contra a qual o povo albanês se está atualmente a revoltar.

Zona do projeto contestado
Cronologia do movimento de oposição
Tudo começa a 15 de março de 2024, quando Jared Kushner, genro de Donald Trump, publica na sua conta do Instagram imagens geradas por computador que apresentam vários projetos turísticos de luxo na Albânia. A 16 de janeiro de 2025, a agência Reuters revelou que Edi Rama, primeiro-ministro albanês, tinha celebrado um acordo estimado em 1,4 mil milhões de dólares com a empresa Atlantic Incubation Partners LLC, afiliada da Affinity Partners, com vista ao desenvolvimento de um vasto complexo hoteleiro na ilha de Sazan [1].
Situada na entrada da baía de Vlorë, Sazan é a maior ilha da Albânia. Durante muito tempo fechada ao público, serviu de base militar estratégica sob o regime de Enver Hoxha. Após a queda deste último, o isolamento prolongado de Sazan contribuiu para preservar as suas paisagens e a sua notável biodiversidade, enquanto a urbanização transformava grande parte do litoral albanês já na década de 1990.
Embora as revelações relativas a Sazan tenham funcionado como um catalisador, não são as únicas a alimentar uma ampla oposição. No litoral de Vlorë, na região de Zvërnec e Narta, está a tomar forma outro projeto turístico de grande envergadura. Este prevê, nomeadamente, a construção de milhares de moradias, apartamentos, hotéis e infraestruturas turísticas em várias centenas de hectares situados nas proximidades de um dos ecossistemas mais importantes da Albânia. Na zona, foram observadas centenas de espécies distintas de aves, algumas das quais ali se instalam para passar o inverno — por exemplo, o flamingo-rosa. Este último tornou-se simultaneamente o símbolo da riqueza ecológica do local e da sua fragilidade face aos projetos turísticos, ao ponto de ter sido adotado como emblema do movimento de protesto. O termo «Revolução dos flamingos» (Revolucioni i flamingove) foi-se assim impondo progressivamente entre os manifestantes para designar a mobilização.

Os flamingos na lagoa de Narta, junho de 2020. Foto: Arian Mavriqi
No final de abril de 2026, dão-se início às primeiras obras na zona de Pishë Poro e Portonovo. As escavadoras invadem o local, que até então era acessível ao público, enquanto são instaladas cercas e arame farpado. A 23 de maio, residentes e ativistas ambientais reúnem-se pela primeira vez junto à lagoa de Narta para protestar contra as cercas erguidas em torno da praia de Pishë Poro.
Uma semana depois, a 30 de maio, realiza-se uma nova manifestação junto ao estaleiro de Portonovo. Nessa altura, há confrontos entre manifestantes e agentes de segurança privados encarregados de proteger o futuro estaleiro. As imagens destes incidentes circulam rapidamente nas redes sociais e provocam uma onda de indignação por todo o país.
Nos dias seguintes, milhares de pessoas saíram às ruas de Tirana, bem como em várias grandes cidades da Albânia, para exigir o abandono dos projetos em curso, reclamar uma proteção legal reforçada do território e apelar à demissão do primeiro-ministro Edi Rama.
Arame farpado que reaviva velhas memórias
Embora os opositores aos projetos de Zvërnec e Sazan denunciem a destruição de espaços naturais protegidos e a privatização do litoral, a ira que se manifestou nas últimas semanas não se resume apenas a preocupações ambientais. Para compreender a causa do protesto e a sua amplitude, é necessário traçar um esboço da história do povo albanês. Há mais de um século que a questão da sua autodeterminação está no centro das suas preocupações: quer se trate de um projeto popular ou de um projeto das elites locais, tem sido negociada, ou mesmo negada repetidamente, o que influenciou profundamente as consciências políticas e a historiografia nacional.
Em 1913, na Conferência de Londres, as grandes potências europeias reconheceram a independência da Albânia e traçaram as fronteiras do país. Uma parte significativa da população albanesa ficou, então, fora do novo Estado. O Kosovo foi atribuído à Sérvia, enquanto outros territórios foram anexados ao Montenegro ou à Grécia. A independência nasce, assim, de um paradoxo político: o de um Estado finalmente reconhecido pelas nações influentes, mas privado de uma parte importante da população que deveria reunir.
Além disso, este Estado albanês recém-independente é então colocado sob a autoridade de um príncipe estrangeiro, Guilherme de Wied, nomeado pelas potências europeias em 1914. Esta tutela prolongou-se ao longo do século XX, com os territórios de maioria albanesa a continuarem a sofrer múltiplas influências e formas de domínio externo: ocupações militares, intervenções das grandes potências, tutelas políticas ou económicas, etc.
É claro que os projetos turísticos de Zvërnec e de Sazan diferem significativamente destas sequências históricas. Mas as imagens de arame farpado, milícias privadas e praias fechadas ao público reavivam uma memória coletiva alimentada por uma historiografia profundamente enraizada.
De facto, no relato nacional albanês, o tema de um pequeno povo resiliente perante séculos de domínio estrangeiro é central; a identidade dos albaneses teria assim sobrevivido aos impérios romano, bizantino e otomano, às guerras dos Balcãs, às ocupações fascista e nazi do século XX e, mais recentemente, às políticas de limpeza étnica levadas a cabo no Kosovo.
Os acontecimentos recentes vêm somar-se a esta narrativa de longa data. Para uma parte da opinião pública, a questão fundamental do destino político dos albaneses é novamente colocada, sob uma nova forma: quem decide o futuro do território? Até à queda dos impérios coloniais e à entrada no neocolonialismo, a dominação estrangeira manifestava-se — e exercia-se, em parte — através das armas.
Hoje em dia, o imperialismo recorre a vias menos visíveis, como os mercados, os investimentos, os grandes projetos de infraestruturas privadas e os acordos entre governos e grandes empresas. Os mecanismos mudaram, sem dúvida, mas os acontecimentos recentes revelam, por um lado, a lucidez de uma população perante esta reconfiguração da dominação imperialista e, por outro, o seu receio de perder o direito à autodeterminação. Para muitos manifestantes, as cercas de arame farpado não simbolizam apenas o encerramento de uma praia; eles reavivam um trauma coletivo, transmitido de geração em geração, ainda doloroso.
A este respeito, convém acrescentar que as mobilizações atuais na Albânia não seguem uma linha política única. Encontram-se nela orientações e sensibilidades muito heterogéneas: ecologistas, ativistas de esquerda, cidadãos sem filiação política específica, mas também nacionalistas de correntes mais tradicionais. Esta diversidade explica-se precisamente pela carga histórica e simbólica que a questão do território reveste na consciência e na historiografia albanesas. O nacionalismo albanês não é um nacionalismo imperialista, mas sim um nacionalismo de resistência, de luta anticolonial e de autodeterminação. A sua origem não diminui nem as suas contradições políticas, nem a violência que possa ter gerado. No entanto, esta relação ideológica com a nação permite compreender por que razão a defesa de uma lagoa, de uma ilha ou de uma praia pode hoje mobilizar muito para além dos círculos ecologistas — uma adesão que pode surpreender do ponto de vista da Europa Ocidental.

Fotografia tirada durante a manifestação do grupo «Salvar Vlorë», a 25 de maio de 2026.
Uma lógica de expropriação neoliberal
As obras previstas para Zvërnec e Sazan não são, contudo, projetos isolados. Desde a queda do regime estalinista, parte do litoral, das terras agrícolas e dos recursos naturais do país tem vindo a ser progressivamente cedida a interesses privados. Estas decisões foram tomadas sem uma verdadeira consulta popular, muitas vezes em benefício de uma minoria de investidores locais ou estrangeiros. A dinâmica neoliberal acelerou-se sob o governo de Edi Rama, que fez da atração de investimentos estrangeiros e do desenvolvimento turístico um dos pilares da sua estratégia económica. Para os seus apoiantes, esta política constitui um meio de modernizar o país e de promover a sua integração europeia. Na prática, traduziu-se sobretudo numa maior concentração de riqueza nas mãos de uma minoria, no reforço do poder político dos oligarcas albaneses e na transformação progressiva do território numa mercadoria leiloada em benefício dos investidores mais abastados.
A política de desenvolvimento concebida por Rama foi-se concretizando progressivamente ao longo dos últimos anos. Desde a adoção da lei sobre investimentos estratégicos em 2015, vários milhões de metros quadrados de terrenos públicos ou semipúblicos foram colocados à disposição de investidores privados [2]. De acordo com um inquérito da Citizens.al, cerca de 5,8 milhões de metros quadrados já tinham sido atribuídos a investidores estratégicos em 2023, dos quais uma parte significativa na zona costeira [3]. Mais recentemente, o governo albanês apresentou um portfólio de 83 projetos prioritários relacionados com o turismo e o desenvolvimento de infraestruturas, com o objetivo de atrair capitais estrangeiros [4]. Estes dados mostram que a indústria do turismo não constitui um projeto secundário do governo. Pelo contrário, representa um dos pilares do modelo económico implementado há vários anos. De facto, o turismo representaria cerca de 26% do PIB, incluindo os seus efeitos indiretos [5]. Para os manifestantes, as cercas de arame farpado de Zvërnec não representam apenas uma negação da democracia, mas são a expressão tangível de todo um modelo de desenvolvimento, fundamentalmente baseado na privatização do domínio público.
Lasciatemi cantare…
É ainda necessário precisar que, mesmo quando não é vendido a preço de saldo ao capital privado, o território albanês é um recurso de bom grado abandonado em troca de qualquer retribuição económica, mesmo que indireta. Foi assim que, em 2023, Edi Rama e Giorgia Meloni, primeira-ministra italiana de extrema-direita, celebraram um acordo para a construção de um campo de refugiados em Gjadër, perto da costa a norte do país [6]. Para o governo de Meloni, trata-se de transferir o tratamento dos pedidos de asilo para fora do território nacional, a um custo menor; para Rama, o objetivo é apresentar o governo albanês como um parceiro fiável na gestão da crise migratória, com vista a facilitar o processo de integração na UE. Ele espera que essa integração traga benefícios económicos significativos: aumento das exportações, investimentos estrangeiros facilitados pelo quadro jurídico, ajudas económicas, etc.
À semelhança dos planos destinados a Zvërnec e Sazan, este projeto pretende reforçar indiretamente o desenvolvimento económico do país, ignorando qualquer processo de decisão democrático sobre a gestão do território: o povo albanês nunca teve a oportunidade de se pronunciar sobre esta política desumanizante que transforma a sua terra numa prisão a céu aberto da Frontex — a Agência Europeia de Guarda de Fronteiras e Guarda Costeira.
Esta lógica, aliás, não é nova. Há mais de vinte anos que a Albânia importa esporadicamente resíduos, principalmente provenientes da Itália, quando já enfrenta verdadeiras dificuldades na gestão do seu próprio lixo [7]. Prova disso são os numerosos aterros a céu aberto que pontuam o seu território.
Antes do seu primeiro mandato, Rama tinha prometido pôr fim aos acordos público-privados responsáveis por este fenómeno. Posteriormente, mudou de ideias; a situação só foi regularizada em 2022, após a realização de um inquérito e a acusação de vários indivíduos e entidades públicas por corrupção.
Mais recentemente, o governo instituiu um regime fiscal particularmente vantajoso para atrair reformados europeus, nomeadamente italianos, isentos de impostos sobre as suas pensões quando se instalam no país. O seu número passou de algumas centenas para cerca de 3.000 em apenas alguns anos [8]. A lógica mantém-se a mesma: o território albanês está a ser vendido a preço de saldo em benefício de Estados estrangeiros, neste caso de membros da UE, cujos favores políticos se pretende conquistar.
Quem está a vender a Albânia?
Kushner e a Affinity Partners não chegaram a uma Albânia virgem; o terreno já lhes tinha sido preparado. De facto, seria demasiado simplista resumir o desafio que a Albânia enfrenta a uma oposição entre capitais estrangeiros e interesses nacionais.
Os grandes projetos turísticos atuais não são fenómenos isolados, mas resultam de um processo mais antigo, durante o qual o território foi progressivamente tomado por uma nebulosa de atores locais: empresários, especuladores, intermediários duvidosos, figuras próximas do poder e novos-ricos que surgiram no caos das privatizações da década de 1990.
O projeto abrange uma área estimada em 437 hectares [9]. Destes, 251 hectares estão destinados à construção e são detidos principalmente por dois grandes proprietários fundiários: Redi Struga, que possui 120 hectares através das suas empresas (South Adriatic Development e Smart Construction Invest), e Arthur Shehu, residente na Flórida, a quem pertencem 110 hectares [10]. Da mesma forma, várias investigações destacam o papel que Shefqet Kastrati — um dos oligarcas mais poderosos da Albânia, à frente do grupo Kastrati — teria desempenhado na condução das negociações relacionadas com os projetos [11].,

Edi Rama, na companhia de Ivanka Trump e de Musa Kastrati, filho do oligarca Shefqet Kastrati, 22 de janeiro de 2026.
Esta nebulosa de interesses permite, por um lado, facilitar a entrada de capitais estrangeiros e, por outro, ocultar a responsabilidade dos principais intervenientes na operação. A questão da propriedade fundiária é, no entanto, absolutamente central. A quem pertence o território destinado aos projetos turísticos de Zvërnec e Sazan? A alguns proprietários privados, a fundos de investimento internacionais ou às autarquias locais que o habitam? A controvérsia atual ultrapassa, portanto, a questão dos transtornos diretos causados pelo projeto imobiliário. Diz respeito a questões de soberania, democracia e gestão dos bens comuns do país.
Que futuro para a mobilização e para a Albânia?
O caso de Zvërnec e Sazan revela a convergência de interesses entre as elites económicas albanesas, um poder político neoliberal e investidores internacionais em busca de novos espaços para a valorização do capital. Os oligarcas locais fornecem os terrenos, os governos alteram as leis e criam condições favoráveis aos projetos previstos, enquanto os capitais estrangeiros aportam o financiamento necessário à valorização imobiliária do território. Neste sistema, os cidadãos e cidadãs perdem todo o controlo sobre uma parte do seu solo sem nunca terem sido consultados e o ambiente torna-se um mero recurso, um ativo cujo valor se mede pela sua capacidade de gerar lucro.
Lenin escreveu que o imperialismo constitui o estádio supremo do capitalismo. Mais de um século depois, as cercas de arame farpado na Albânia oferecem uma ilustração particularmente concreta disso. Já não são os exércitos que ameaçam a Albânia, mas sim os capitais que compram a baixo preço trechos do seu litoral. A violência não desapareceu; exerce-se agora sob outras formas, mais subtis, discretas e difusas — as de um modelo de desenvolvimento imposto pelo capital estrangeiro à custa do povo albanês.
As manifestações das últimas semanas mostram, no entanto, que esta violência é contestada e rejeitada. Apesar dos discursos que exaltam o desenvolvimento e a influência dos interesses económicos em jogo, milhares de albaneses e albanesas perceberam as forças em ação por trás dessas cercas de arame farpado, bem como os desafios que a situação suscita. Não só identificaram um projeto turístico ecocida, como também uma manifestação tangível de negação da soberania, da democracia e do controlo do território.
Num contexto internacional que não cessa de repetir que não existiria alternativa às exigências do capital, dos mercados e dos investidores, os manifestantes albaneses propõem outra narrativa: nenhum desenvolvimento pode ser considerado legítimo quando é construído contra a vontade das populações envolvidas. Por trás da defesa de uma lagoa, de uma praia ou de uma ilha, o que está, em última análise, em jogo é o direito dos povos a decidirem por si próprios o seu futuro.
O desafio reside agora na concretização política desta luta: num país sem uma verdadeira frente de esquerda radical face ao Partido Socialista de Rama, como encaminhar estas reivindicações populares para uma verdadeira política anticapitalista e anti-imperialista? Serão os albaneses a dizer-nos.
Notas:
¹ Reuters, «A Albânia aprova projeto de resort de luxo ligado à empresa de Jared Kushner», Reuters, 16 de janeiro de 2025, consultado a 4 de junho de 2026:
² Citizens.al, «Betonizimi i Jugut: Lei sobre Investimentos Estratégicos concede 5,8 milhões de m² de terreno a empresas ligadas ao governo», Citizens.al, 9 de agosto de 2023, consultado em 5 de junho de 2026: https://citizens.al/2023/08/09/betonizimi-i-jugut-ligji-per-investimet-strategjike-i-dha-5-8-milion-m2-toke-kompanive-afer-qeverise/
³ Ibid.
⁴ Ministério do Turismo e do Ambiente da República da Albânia, «A Albânia apresenta-se com 83 projetos estratégicos no MIPIM 2026, em Cannes, através do pavilhão “Soundscapes of Albania”», 11 de março de 2026, consultado em 11 de junho de 2026: https://mtks.gov.al/en/newsroom/shqiperia-prezantohet-me-83-projekte-strategjike-ne-mipim-2026-ne-cannes-permes-pavijonit-soundscapes-of-albania/
⁵ Albanian Daily News, «A contribuição do turismo para a economia aumenta», 17 de maio de 2025, citando dados do World Travel & Tourism Council (WTTC), segundo os quais o turismo representa 26,4 % do PIB albanês. Consultado em 11 de junho de 2026: https://albaniandailynews.com/news/tourism-s-contribution-to-economy-up
⁶ Reuters, «Itália vai construir centros de acolhimento de migrantes marítimos na Albânia», Reuters, 6 de novembro de 2023, consultado em 6 de junho de 2026: https://www.reuters.com/world/europe/italy-build-sea-migrant-reception-centres-albania-2023-11-06/
⁷ BIRN Albania, «O governo reabre a importação de lixo para a Albânia», BIRN Albania, 12 de outubro de 2021, consultado em 8 de junho de 2026: https://euroalbania.al/birn-qeveria-rikthen-serish-importin-e-plehrave-…
⁸ Courrier international, «Estes reformados italianos que passam a velhice na Albânia», segundo o Corriere della Sera, 28 de agosto de 2024, consultado a 7 de junho de 2026:
⁹ Alba Mborja, « Zvërneci — o que se esconde por trás da fachada do investimento estrangeiro? », 2 de junho de 2026, consultado em 3 de junho de 2026: https://exit.al/exit-shpjegon/zverneci-cfare-fshihet-pas-fasades-se-inv…
¹⁰ De acordo com as informações compiladas por Alba Mborja, a propriedade fundiária da zona abrangida pelo projeto está distribuída, nomeadamente, entre: Artur Shehu e a sua família (cerca de 1,1 milhões de m²), Redi Struga através da empresa South Adriatic Development (cerca de 1,2 milhões de m²), Feriare Ndreu (Petritaj) (cerca de 78 000 m²), a empresa AM-Invest (cerca de 25 000 m²) e a empresa Ferdinant (cerca de 95 000 m²). Algumas destas propriedades são ou foram alvo de processos judiciais ou de inquéritos relativos à sua aquisição. Ibid.
¹¹ Ibid.