Quaest mostra Lula à frente e amplia vantagem sobre Flávio no segundo turno
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Quaest mostra Lula à frente e amplia vantagem sobre Flávio no segundo turno

Presidente lidera todos os cenários testados pela pesquisa, abre oito pontos sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno e registra, pela primeira vez desde 2024, aprovação numericamente superior à desaprovação de seu governo

Foto: Claudio Kbene/PR

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à reta final da campanha eleitoral em posição favorável na disputa pela reeleição. O levantamento aponta Lula na liderança em todos os cenários simulados para o segundo turno e indica uma ampliação de sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário na pesquisa.

No confronto direto entre os dois, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro. A vantagem do presidente chega a oito pontos percentuais e representa uma evolução em relação aos levantamentos anteriores. Em junho, Lula tinha 44% contra 38% do senador; em maio, ambos estavam tecnicamente empatados, com 42% e 41%, respectivamente.

Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o cenário evidencia um fortalecimento da candidatura do presidente.

“Em um eventual cenário de 2º turno, a vantagem de Lula para Flávio seria de 8 pontos percentuais, oscilou 2 pontos positivamente no último mês”, disse, em entrevista ao G1.

A pesquisa também registra uma mudança importante na avaliação do governo federal. Pela primeira vez desde dezembro de 2024, a aprovação da gestão Lula supera numericamente a desaprovação: 48% aprovam o governo, enquanto 47% desaprovam.

Na avaliação do trabalho do presidente, há um empate entre avaliações positivas e negativas, ambas com 36%, enquanto 26% classificam a administração como regular.

Lula vence todos os adversários simulados

Além da vantagem sobre Flávio Bolsonaro, Lula aparece à frente em todos os demais cenários de segundo turno apresentados pela Quaest.

Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o presidente registra 45%, ante 36% do adversário. Na disputa contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula mantém os mesmos 45%, enquanto Zema soma 35%. A maior diferença aparece diante de Renan Santos (Missão), quando Lula alcança 45%, contra 33% do adversário.

Segundo Felipe Nunes, apesar do desgaste enfrentado por Flávio Bolsonaro, ele ainda permanece como o nome mais competitivo do campo conservador:

“Mesmo com esse desgaste nenhum outro nome aparece mais competitivo que Flávio contra Lula.”

Primeiro turno também confirma liderança

No cenário de primeiro turno, Lula também lidera com folga.

Os números são:

Lula (PT): 40%

Flávio Bolsonaro (PL): 28%

Ronaldo Caiado (PSD): 4%

Renan Santos (Missão): 3%

Romeu Zema (Novo): 2%

Os demais candidatos aparecem com até 1%, enquanto 11% afirmam votar em branco, nulo ou não comparecer às urnas, e 8% permanecem indecisos.

Eleitores independentes ampliam vantagem de Lula

Entre os eleitores que afirmam não se identificar nem com o lulismo nem com o bolsonarismo, Lula também aparece em vantagem. Nesse segmento, o presidente passou de 37% para 40% das intenções de voto entre junho e julho. Flávio Bolsonaro oscilou de 24% para 27%. A vantagem de Lula entre os independentes chega a 13 pontos percentuais, superior aos oito pontos observados no conjunto do eleitorado.

A Quaest atribui parte da perda de competitividade do senador ao conflito público envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

“Essa fragilidade da campanha de Flávio pode ser justificada por alguns fatores. O mais expressivo deles foi o conflito com Michelle Bolsonaro”, diz Nunes.

O levantamento mostra que 49% dos entrevistados tomaram conhecimento dos vídeos divulgados por Michelle. Entre aqueles que conhecem o episódio, 45% avaliam que ela acertou ao divulgar o material, enquanto 38% consideram que errou. Em outra pergunta, 42% afirmam concordar mais com Michelle Bolsonaro do que com Flávio Bolsonaro, enquanto apenas 18% dizem concordar mais com o senador.

Para o diretor da Quaest, a disputa familiar afetou especialmente a imagem do parlamentar entre eleitores moderados:

“Toda essa confusão dentro da família acabou provocando uma reação que parece afastar o potencial eleitor independente do Flávio: diminuiu de 33% para 29% a percepção de que Flávio é mais moderado que sua família.”

Investigação envolvendo Jaques Wagner

A pesquisa também mediu os efeitos da operação da Polícia Federal envolvendo o senador Jaques Wagner (PT), investigado no caso Banco Master. Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados afirmaram não ter conhecimento da operação. Entre aqueles que opinaram sobre o tema, 61% consideram que o senador agiu de forma errada. Para 37%, a investigação afeta muito negativamente a campanha de Lula; 25% avaliam que o impacto é pequeno e 22% afirmam que não produz efeito.

Metodologia

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026.


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